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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Marco Rubio compara Brasil a ditaduras

Numa clara ação político-eleitoral, o Departamento de Estado americano sob a égide do secretário Marco Rubio, declarou ontem (2), que o Brasil não é “Amigável aos Estados Unidos da América” e comparou o Brasil a países de regimes ditatoriais como Cuba, Venezuela e Nicarágua. Na esteira dessa declaração, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que caso o Brasil não se ajuste às exigências determinadas, sanções econômicas na forma de mais um tarifaço de 25% sobre produtos exportáveis àquele país poderão ser decretadas a partir de 15 de julho próximo.

O estranho é que tudo isso acontece imediatamente após a visita do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro, aos EUA. Uma coincidência cínica, pois, mesmo já sendo previstas essas sanções, elas foram anunciadas justamente no final dessa visita que foi orquestrada pelo Secretário de Estado Marco Rubio. Além de não poder colocar o Brasil no mesmo balaio de nações governadas por ditadores, os EUA não podem nem devem interferir na soberania do Brasil.

Na mira dos americanos está, principalmente, o Pix. Eles alegam que essa instituição financeira, que caiu no gosto popular do brasileiro, é nociva à economia americana porque concorre com as grandes bandeiras de cartões de crédito dos EUA. Em meio a esse contexto, o presidente Lula já anunciou que o Pix é inegociável e que o Brasil não se submeterá à vontade de nações estrangeiras. Sem dúvida, tudo isso se configura intervenção no processo eleitoral brasileiro quando a intenção dos americanos é a de viabilizar a eleição de Flávio Bolsonaro na busca de um alinhamento mais subserviente do Brasil em relação à nação mais poderosa do mundo.



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