As contas do ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, referentes ao exercício de 2023, foram reprovadas, ontem (22), por unanimidade dos votos dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba - TCE/PB. Já não era sem tempo essa punição a quem tem uma folha corrida tão extensa de falcatruas. Sem falar nos particulares, Nascimento já foi condenado por fraude em licitações ainda quando exercia o cargo de Secretário de Saúde; em fevereiro de 2020 recebeu, em sua casa, a visita da Policia Federal em operação de busca e apreensão; em setembro de 2021 teve suas contas bloqueadas pela acusação de superfaturamento na compra de máscaras e testes para covid-19.
Neste mês de julho, num inferno astral, Nascimento vem colecionando problemas que o colocam na mira da Justiça e que o fazem vulnerável. Primeiro o quase bloqueio das festividades juninas por conta de atrasos salariais. Depois, denúncias sobre os desmantelos da Casa de Apoio e da Casa dos Estudantes, em João Pessoa e, agora, a reprovação de suas contas por motivo de falcatruas que envolvem algo em torno de R$ 17 milhões. Mesmo assim, o ex-prefeito fez pronunciamento dizendo que recorrerá da decisão do TCE/PB e provará sua inocência. Espernear é um direito dele, porém convencer os conselheiros, é outra coisa. A casa caiu.
Na qualidade de eterno gestor - porque todo mundo sabe que é ele quem continua mandando -, além da mancha de haver sido o único prefeito de Princesa a ter sua casa invadida pela Policia Federal, Nascimento, agora vulnerável, não reúne mais o crédito que tinha junto aos que ele vem enganando há muito tempo. Até o prefeito de direito, Garrancho, não trabalhará mais com a ameaça de ser substituído pelo chefe numa eventual candidatura à reeleição em 2028. Nascimento está inelegível e Garrancho livre das amarras; não é mais refém do chefe. Depois desse cochilo do "deus" que sempre o abençoa, resta agora, ao ex-alcaide, redobrar as orações no café com deus pai. O rei está nu.


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