ODE

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Arthur Lira diz que a gasolina está cara e a culpa é dos governadores

Ontem, cedo do dia, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), concedeu entrevista, em Brasília, dizendo que o Brasil não aguenta mais conviver com os altos preços dos combustíveis. À tarde, já em Maceió, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, discursou em alto e bom tom, afirmando que a culpa da alta dos preços da gasolina, do diesel e do bujão de gás é do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, cobrado pelos 27 Estados da Federação.

Desculpa de amarelo, patrocinada por quem tem a obrigação de bajular o chefe. Todo mundo sabe que o ICMS sempre existiu e que suas taxas de incidência sobre o preço dos combustíveis, se não são iguais em todos os Estados, nenhum deles majorou-as nos últimos dois anos. São as mesmas e, mesmo assim, somente neste ano, os combustíveis já sofreram aumento de mais de 50%. Desculpa de cego é feira ruim. O que falta mesmo é sensibilidade do governo Central em benefício dos mais pobres.




terça-feira, 28 de setembro de 2021

Em pronunciamento radiofônico, doutor Aledson Moura traça um retrato da política paraibana.

Falando, ontem (27/09), no programa “Conexão Princesa”, transmitido pelas emissoras de rádio “Princesa WEB” e “Educadora FM”, da cidade de Conceição/PB o suplente de deputado estadual, doutor Aledson Moura, fez um diagnóstico do momento político da Paraíba. Perguntado sobre o quadro que se apresenta para a sucessão no governo estadual, Moura afirmou que tudo pode acontecer, inclusive nada.

Realçou que já existem conversas dando conta de que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, poderá figurar como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador João Azevedo e que dos dois postulantes a uma vaga no Senado Federal, o deputado Efraim Filho leva vantagem quando já tem o compromisso de apoio de 116 prefeitos paraibanos.

Sobre sua candidatura a deputado estadual, Aledson informou que lidera um grupo de pré-candidatos, somados já em 23 postulantes, que deverão se reunir em um único partido e que esse grupo deverá eleger algo em torno de 5 ou 6 deputados. Sobre a sua pré-candidatura, informou que tem contatos eleitorais com lideranças de 180 municípios da Paraíba e que seu nome é o único que representa, verdadeiramente, a região da Serra do Teixeira.

Finalizando, Aledson Moura confirmou a fusão dos partidos DEM e PSL, informando que o nome do novo partido será BEM e que o número será 88. Acrescentou, que essa fusão fará dessa nova agremiação partidária, a que abrigará o maior número de deputados na Câmara Federal, e será também o partido detentor do maior naco do Fundo Partidário e também o dono do maior tempo de televisão. Esse raio X nos dá noção de que, logo, logo, a campanha vai estar nas ruas.




Pronunciamentos e “escondimentos” do prefeito de Princesa

Pródigo em pronunciamentos autopromocionais, o prefeito Ricardo Pereira do Nascimento, não perde oportunidade em realçar o que ele considera importante na sua administração. Um governo eivado de “escondimentos”, encobertos pela hipocrisia e pela falta de transparência que, se levantado o pano, exalaria uma fedentina insuportável, já quase não se sustenta mais em sua farsa.

O que se sabe claramente da administração de Nascimento são as coisas que denunciamos ou o que ele ostenta pelas ruas. Detentor de um dos salários mais altos do País e maior comprador de carrões que já tivemos notícia, esse prefeito nada faz que não seja para se autopromover ou para se locupletar com o dinheiro do povo. Nunca se viu tanta prosperidade de agentes políticos em Princesa quanto agora

Enquanto isso, as reclamações quanto ao atendimento à saúde dos pobres é uma constante; os garis, endossam cheques e não recebem o dinheiro que lhes é devido; os pacientes de hemodiálise veem também surrupiada parte da ajuda de custo a quem têm direito; os servidores contratados e comissionados com vários meses de salários atrasados; os impostos municipais majorados de forma injusta...

É esta a fotografia da administração de Princesa. Não bastasse isso, Nascimento insiste em empurrar, de goela-abaixo, candidatos a deputados – portadores de malas de dinheiro -, para que o povo de Princesa sufrague seus nomes para benefício seu e dos seus. Quanto a isso, resta uma pergunta: o que esses chamados por ele de “parceiros” já trouxeram para Princesa? Por que mereceriam a nossa confiança de novo?

Nascimento deveria incluir nos seus pronunciamentos – que hoje refletem grande irritação -, os seus escondimentos. Por que não explica o fato de seus bens estarem bloqueados? Por que não admite que, em detrimento de seus maiores correligionários, prepara seu secretário de finanças para sucedê-lo? Por que não explica o rombo na previdência do município? Por que não convoca os concursados? Por que não bota remédios na Farmácia Básica? Por que não para de mentir? Por que não toma jeito?




Pesquisa revela excelente avaliação do prefeito de São José de Princesa

Pesquisa de opinião pública, realizada no município de São José de Princesa, pelo Grupo Sigma de Campina Grande, assinada pelo estatístico, João Batista Soares Filho, atestou que o jovem prefeito daquela cidade, Juliano Matuto, chega a incríveis 86,6% de avaliação positiva, quando somados os itens ótimo e bom. A coleta foi feita entre os meses de julho e agosto deste ano.

A pesquisa foi feita de forma presencial, quando foram aplicados 300 questionários, utilizados em todo o município. A margem de erro da pesquisa é de 5,4%. Juliano, que foi eleito, ano passado, com os sufrágios de 78,34% dos são-joseenses, se apresenta agora como um dos prefeitos mais bem avaliados da Paraíba.  

Essa avaliação atesta a atenção que vem sendo dada a todos os segmentos da administração do prefeito Matuto. Segundo o próprio: “Nossa intenção é fazer um trabalho voltado para aqueles que mais precisam, dando prioridade às crianças e aos agricultores, uma vez que os demais setores da administração já vêm sendo bem atendidos desde há muito tempo”. Em que pese a juventude do prefeito, seu compromisso administrativo, em menos de um ano, já surte efeitos positivos.




Sob as bênçãos de São Miguel Arcanjo, Tavares prospera


Há 146 anos, em 29 de setembro de 1875, a atual cidade de Tavares inaugurava sua primeira Capela, tendo como seu padroeiro, São Miguel Arcanjo. Celebra-se hoje a tradicional Festa religiosa daquele município que um dia pertenceu a Princesa. Tavares, fundada pelo padre Francisco Tavares Arcoverde, em 04 de fevereiro de 1874, localiza-se onde antes era o sítio Campina. Ali chegando, o padre Tavares – a quem a cidade deve seu nome em justa homenagem -, instalou um tablado, coberto de palhas de coqueiro, onde celebrou a primeira missa. Estava inaugurado o termo que hoje sedia um dos municípios mais prósperos da região da Serra do Teixeira.

Para a construção do Povoado, foi doado pelo rico proprietário de terras e gado, Manoel Antônio do Nascimento, quatro hectares, se constituindo essa data de terra, o primeiro patrimônio da Paróquia que futuramente teria entronizado como seu patrono, o Arcanjo Miguel. Já no início do ano seguinte (1875), o padre Tavares Arcoverde mandou edificar uma Capela, que foi inaugurada em 29 de setembro daquele ano. A escolha de São Miguel como seu padroeiro, segundo relatos de antigos, deu-se pelo fato de um dos filhos do doador das terras – chamado Miguel -, haver sido, ainda jovem, devorado por uma onça. Em agradecimento ao doador e em homenagem ao desditoso jovem, foi escolhido o santo homônimo para padroeiro da nascente Vila.

A tradicional Festa de São Miguel que vem sendo ininterruptamente comemorada desde aqueles tempos, sempre foi uma das principais ocorridas na região. Em tempos passados, era ainda mais movimentada do que hoje. Na semana do novenário, havia quermesse com leilões, apresentações folclóricas e muitas diversões para os jovens. Para Tavares, acorriam pessoas de toda a região. A título de ilustração para que tenhamos ideia de quão importante era aquele evento social e religioso, no dia em que Princesa foi ocupada pela polícia paraibana, em 28 de setembro de 1930, após a morte de João Pessoa, o coronel Zé Pereira, recebeu a notícia quando estava em Tavares, participando das festividades de São Miguel. Com isso, retornou imediatamente a Princesa.

Era sim, aquela Festa, uma das mais importantes da nossa região. Mesmo nesses novos tempos em que os costumes se modificaram, a herança cultural e religiosa persiste. Se não com a intensidade de antigamente, mas continua a tradição. Hoje, Tavares comemora além do Santo de sua devoção, a reinauguração do templo em sua homenagem que foi completamente reformado, ostentando exuberante beleza. Em patrocínio a esse evento religioso, o Poder Público Municipal, na pessoa de seu prefeito, Coco de Odálio, vem dando suficiente apoio ao maior evento religioso daquela cidade. Tavares, município em franca prosperidade e que foi emancipado politicamente em 17 de novembro de 1959, se regozija de seu progresso e desenvolvimento e homenageia seu padroeiro.


   


1000 dias do governo Bolsonaro é comemorado pelo jornalista Alexandre Garcia

Ontem, completaram-se 1000 dias do governo de Jair Bolsonaro. Isso faz lembrar a fábula das “Mil e Uma Noites”. Fábula por tratar-se de um governo que, em termos de realizações ou diretrizes, não disse ainda a que veio. Mesmo assim, navegando na contramão de tudo, Bolsonaro ainda encontra, na grande imprensa, quem o defenda. No último dia 24, o jornalista ex-global e, agora, também ex-CNN, Alexandre Garcia, usou sua coluna para elogiar o capitão de areia.

Comprometendo sua biografia, Garcia elogiou o discurso de Jair Bolsonaro na ONU dizendo que o FMI endossou, ratificou e confirmou a fala do presidente quando este afirmou que o Brasil crescerá 5,3% este ano; que a Bolsa de Valores está se recuperando; que a poupança das famílias cresce; que o desempenho da economia é invejável; que o brasileiro está melhor do que o esperado; que o ritmo da economia continuará favorável amparado pelo crédito robusto ao setor privado e que o mercado de trabalho melhora.

Mesmo que tudo isso fosse verdade, careceríamos de uma prova real de que isso é mesmo verídico. Seria necessário que o povo sentisse isso no seu dia-a-dia. Senão, vejamos os números da realidade: gasolina a R$=7,00; bujão de gás a R$=100,00; energia 23% mais cara; desemprego crescente; dólar subindo; juros nas alturas; 40% da população em situação de insegurança alimentar; funcionalismo sem aumento salarial; inflação em dois dígitos... Onde mora o jornalista Alexandre Garcia? Será que a população brasileira, nas eleições do próximo ano, vai desdenhar esses números e seguir a cartilha de Garcia? Se assim for, não há mais verdade neste mundo.




segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Nada está definido na política da Paraíba

Faltando pouco mais de um ano para as eleições do próximo ano, a confusão reina na política paraibana. Nada está definido em termos de candidaturas. Sequer se sabe quem será oposição ao atual governo ou quem a ele se unirá. Os que se dizem governistas, confabulam com os da oposição por debaixo do pano e, os oposicionistas, se misturam entre si numa salada que ninguém entende.

Semana passada, o que vimos foram cenas emblemáticas, porque inusitadas. São almoços e jantares com direito a fotografias, as mais esquisitas. Em Recife, jantaram, Efraim Filho (DEM/PB), na companhia do presidente nacional do DEM, ACM Neto e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD/PB). Já em Solânea, posaram para fotos, o senador Veneziano Vital do Rego (MDB/PB) ao lado do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB).

Efraim Filho, que diz “serei candidato a senador de qualquer jeito e em qualquer chapa”, arrasta a asa para o PSDB, o maior adversário do governador. Já Aguinaldo, que se diz “o candidato de João Azevedo”, se reúne com Veneziano que, a boca pequena diz que será candidato a governador. Enquanto isso, o governador João Azevedo, o dono da caneta, fica calado esperando a onda passar e satisfeito, pois, em face dessa indefinição, a campanha não se antecipa, o que muito lhe agrada.

Por outro lado, caladinho e se fazendo de defunto, o ex-governador Cássio Cunha Lima - que vem afirmando que não será candidato a nada nas eleições do ano que vem -, vez por outra é pilhado em visitas e confabulações enigmáticas. Ou seja, dá uma no prego, outra na ferradura. Diante disso, os demais atores políticos ficam com um olho no gato e o outro no peixe. Como nada está definido, tudo pode acontecer, inclusive nada. Quem viver verá.




Em São José de Princesa, a água é cuidada com esmero

O município de São José de Princesa, através do programa do SISAGUA, numa demonstração de alta responsabilidade sanitária, vem realizando, mensalmente, seis coletas de amostras de água a serem examinadas, para medir a qualidade e a potabilidade da água para o consumo humano.

 Os agentes do PEVA são responsáveis pela coleta e verificação da água em várias comunidades, para medir e quantificar a qualidade da água consumida pela população são-joseense. Essa coleta é feita de forma constante em todo o município, inclusive na Zona Rural.

Além desse cuidado com a análise da água distribuída para a população, os agentes do PEVA, através de palestras, orientam às pessoas sobre os cuidados necessários a serem mantidos diariamente, o que proporciona a melhoria na qualidade de vida de todos. Em São José, o esmero e o cuidado são a ordem.




ANTÔNIA FLORÊNCIO CARLOS DE ANDRADE


ANTÔNIA FLORÊNCIO CARLOS DE ANDRADE, mais conhecida como “Dona Toinha”, princesense de boa cepa, pois, filha do Major Feliciano Rodrigues Florêncio (um dos principais troncos das famílias tradicionais de Princesa) e de dona Joaquina de Andrade Lima, nasceu em Princesa (mais exatamente no Sítio Capoeiras) aos 23 de dezembro do ano de 1890. Casou-se com Manoel Carlos de Andrade que era funcionário da antiga Mesa de Rendas (atual Coletoria Estadual) e irmão do coronel José Pereira Lima. Dessa união, nasceram os filhos: José Carlos, Maria das Neves, Maria do Socorro, Policarpo, Terezinha e João. Dona Toinha era o que se pode chamar de “mulher macho” sem macular sua feminilidade. Nos idos de 1930, por ocasião da “Guerra de Princesa” essa varoa teve importante participação naquele conflito. Destemida e determinada, ela fez parte ativamente daquela luta. Enquanto quase a totalidade das mulheres das boas famílias de Princesa, se refugiaram nas cidades vizinhas do estado de Pernambuco (Flores e Triunfo), “Dona Toinha” permaneceu em Princesa durante toda a luta (de fevereiro a julho de 1930), prestando seu apoio aos combatentes e participando também das estratégias traçadas pelos comandantes daquela Revolta.

FOTO DO CASARÃO DE DONA TOINHA CARLOS

Mulher “cangaceira”

Segundo a historiadora princesense Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano, em seu livro: “Signos em Confronto? O Arcaico e o Moderno na Cidade de Princesa (PB) na década de 1920” pp. 178 e 179: “A literatura sobre a revolta diz que ficou uma só mulher na cidade, o que foi reforçado nos depoimentos:”

(...) as mulheres saíram tudo daqui de Princesa, aqui só ficou Toinha Carlos; era mulher de Manoel Carlos, o delegado, era muito mandona, o marido não mandava em nada este era irmão de Zé Pereira, mas ela mandava naquela redondeza toda, o povo tinha muita atenção a ela, era mulher cangaceira como se diz. As outras tudo se mudaram daqui só ficou ela. (...) Quando João Pessoa morreu aí cumadre Toinha foi presa, botaram ela em cima dum carro aberto ela e os filhos, e levaram ela presa pela cidade em cima de um carro (...)”. (depoimento de dona Lindaura Cordeiro Mariano).

     Como vemos, “Dona Toinha” era uma mulher singular, o que faz-nos lembrar da coronela do Ceará, Dona Fideralina Augusto, avó do doutor Ildefonso Lacerda que foi barbaramente assassinado em Princesa em 1902 (por coincidência, crime que teve a participação de um dos irmãos de “Dona Toinha”), que mandava e desmandava em toda a região do Cariri cearense, polarizada pela cidade de Lavras da Mangabeira.

     Como vimos a cunhada do coronel Zé Pereira permaneceu, destemidamente, durante todo o tempo da luta de resistência de Princesa, em sua casa dando conta de suas determinações para os afazeres domésticos e das necessidades dos que lutavam nos campos de batalhas. Relata-se que, Nominando Muniz Diniz, mais conhecido como “Seu Mano” (que viria a ser o futuro prefeito de Princesa após a eclosão da Revolução de 30 que apeou o coronel Zé Pereira do poder em Princesa, e que teria sido na qualidade de prefeito, o executor da prisão dessa valente mulher), que havia se retirado da cidade - por ocasião do conflito -, para o município pernambucano de Triunfo, vinha, todos os sábados (dia da feira-livre em Princesa) para cuidar de seus negócios, ocasião em que tomava café e almoçava na casa de “Dona Toinha”. Era assim a matriarca. Acolhia a todos, gostava de ver sua casa cheia de gente. Tivera tido maior oportunidade, haver-se-ia tornado, a nossa biografada, também uma coronela? Mandona que era, tivesse tido maiores oportunidades ter-se-ia consagrado como a nossa “Maria Quitéria”? Ou igual à “coronela” cearense, dona Fideralina? Sabe-se hoje que, além de também dar ordens, sua residência constituiu-se, à época, uma espécie de Quartel General da “Guerra de Princesa”. Conta-se que ali aconteciam reuniões do Estado Maior comandado pelo coronel Zé Pereira. Prova disso é que, na década de 1980, foram encontrados, embutidos nas paredes de sua casa, vários cartuchos para rifles e fuzis, semelhantes aos mesmos usados na revolta de 1930.

Prisão e morte

     Pelo seu destemor e pela sua coragem em desafiar os poderosos que venceram a Revolução, quando se pôs na linha de frente quando da Guerra de Princesa, foi Antônia Florêncio, vítima de prisão com todos seus filhos menores e conduzida, em cima de um caminhão, exposta ao deboche público para satisfazer ao abjeto desejo de seus adversários políticos, de execrá-la perante toda a cidade. Conta-se que, mesmo sofrendo tamanha humilhação, nesse vexatório desfile público, vestiu-se de verde (a cor dos “perrepistas”) e pôs-se, aquela austera e valente mulher, de cabeça erguida sem se submeter aos vitoriosos – a exemplo de Nominando Muniz Diniz, então prefeito e ex-amigo - que, se antes se faziam de seus amigos, se constituíam agora em seus algozes. Faleceu, “Dona Toinha”, já em idade provecta, nos anos 70, morando na mesma casa (foto acima) em que sempre viveu e também orgulhosa de sua coragem e de seu compromisso com sua Terra. Pela sua altivez e pelo efetivo envolvimento com a causa revolucionária que deixou marcas indeléveis na história de Princesa, está dona Antônia Florêncio Carlos de Andrade, a merecer figurar no panteão dos filhos e filhas ilustres desta Terra.




Falando de Arte

MASP

1971, ÓLEO SOBRE TELA, 50 X 70 CM – BATISTA DE FREITAS

 

Pintor autodidata e eletricista de profissão, Agostinho Batista de Freitas trabalhou no campo até os onze anos, quando veio para São Paulo. No começo da década de 1950, enquanto vendia seus desenhos no centro da cidade, conheceu o então diretor do MASP, Pietro Maria Bardi (1900-1999), que mais tarde escreveu vários textos sobre o artista. Na ocasião, Bardi encomendou-lhe uma tela que retratasse a cidade desde o alto do edifício do Banco de São Paulo (Banespa). Suas vistas paulistanas são numerosas e bastante conhecidas, como as do Museu do Ipiranga, do Teatro Municipal, da Catedral da Sé e do Edifício Itália. Ao longo dos anos, fez diversas pinturas do MASP na avenida Paulista, de diferentes ângulos, e uma delas, MASP (1971), pertence à coleção do museu. Também pintou cenas rurais, favelas e festas populares. Fez sua primeira exposição individual no MASP, em 1952. Batista de Freitas participou da 33ª Bienal de Veneza (1966), representando o Brasil ao lado de artistas já renomados na época, como Arthur Luiz Piza e Sérgio Camargo (1930-1990). (Extraído do Guia do MASP).