ODE

domingo, 3 de outubro de 2021

DOMINGUEIRAS XCI

Numa prova inconteste do negacionismo do governo de Jair Bolsonaro, o que vemos na televisão, de dia e de noite, é a propaganda do “Novo Bolsa Família”. Quanto à importância do uso de máscaras, do distanciamento e da necessidade de imunização pelas vacinas, nenhuma linha.

. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já decidiu: será candidato – na Paraíba -, a governador, senador ou a deputado federal. Prego batido e ponta virada. Falta somente combinar com o eleitorado paraibano.

. Se você pretende comprar um celular de excelente qualidade, passe na loja de Bruno Pereira de Sousa. Fica na Rua Nova, em frente à loja de Bom Conselho Maximiano.


. A última motociata do bôzo, custou, aos cofres públicos, nada mais, nada menos do que 1 milhão de reais. Fazer campanha eleitoral com o dinheiro público sai mesmo, muito mais barato.


. O Congresso Nacional aprovou, semana passada, uma nova lei da improbidade administrativa. Aproveitaram o clima de instabilidade política e, deixando a boiada passar, fizeram a eles mesmos (deputados e senadores), esse mimo. Ficou mais fácil roubar.


. O prefeito de Princesa, se for condenado pelo reajuste salarial que o transformou num dos prefeitos mais bem pagos do país, terá de devolver aos cofres públicos municipais, a bagatela de 42 mil reais.


. Falar em Nascimento, soubemos, a boca pequena, que alguns correligionários dele estavam vibrando de alegria pelo inferno astral por que passa o nosso gauleiter. Fogo amigo é muito perigoso.


. Ainda bem que o diligente ex-marido da Câmara, estuda com afinco para se tornar “adevogado”. Segundo ele, quando virar doutor, seu principal intuito será coibir os excessos do Ministério Público e defender o indefensável chefe dos processos que começam a chegar.

. No circo em que vem se transformando a CPI da Covid, na última quinta-feira, prestou depoimento o empresário bolsonarista, Luciano Hang, vestido de verde-amarelo, tal qual o papagaio Zé Carioca dos gibis de Walt Disney. De papagaio só tinha a roupa, o resto era de palhaço.


. A campanha do pré-candidato a deputado estadual de Princesa, doutor Aledson Moura, está de vento em polpa. Ultimamente, Moura deixou de ser simples candidato para ser articulador de um numeroso grupo de pretendentes a uma cadeira na Casa de Epitácio Pessoa.


. O discurso de Bolsonaro, em Belo Horizonte, em comemoração aos 1000 dias de governo, lhe rendeu uma vaia federal.


sábado, 2 de outubro de 2021

 Um sábado de articulações e aposta política. Em um hotel da orla da capital, 19 lideranças de diversas cidades paraibanas se encontraram para formalizar um projeto novo: a Frente de Renovação Parlamentar. O grupo é maior. Aledson Moura, ex-vice prefeito de Princesa Isabel e um dos representantes do movimento, diz que há pelo menos 35 integrantes determinados a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba.

A lógica da Frente segue o princípio de que a união faz a força. A ideia é somar o capital eleitoral de cada um dos integrantes (ex-prefeitos, ex-deputados etc.) na sua região e transformar isso em algo muito maior, que pode passar dos 300 mil votos, o que deve atrair apoio, ou seja, se converter em capital político. Na prática significa ampliação de relacionamento, recursos, influência e relevância.

O primeiro desafio a curto prazo já foi vencido. A Frente de Renovação Parlamentar conseguiu reunir um grupo heterogêneo, suprapartidário em torno de um objetivo comum: sobreviver a um sistema que beneficia quem já tem mandato. Há uma ordem muito pragmática aí em função das regras do jogo eleitoral, mas há um interesse de convergência programática.

O próximo passo, antes das urnas, é manter a unidade do grupo. Logo, migrar para um único partido pode ser uma solução e essa possibilidade já está sendo estudada. Para onde? Nada foi definido, até porque outros dois encontros ainda vão ser realizados com a ideia de afinar os detalhes: um em Campina Grande, já no dia 22, outro em Sousa.

A iniciativa, parte da dinâmica da política, promete. Nesse ritmo, pode levar a uma grande disputa, antes mesmo das eleições 2022. Tem peixe grande de olho… da oposição e da base aliada do governo.

Fonte: politicaporelas.tv.br




SABÁTICAS

🛑 Um contador me contou, que um ex-vereador, na última quarta-feira, deu uma rabissaca a um ex-prefeito (tão grande), que quase quebrou o pescoço. Em outros tempos, eram beijos e abraços. Na política tem dessas coisas.

🛑 Nascimento usa – erradamente -, a lei que proíbe a contratação de novos funcionários em tempo de pandemia para suspender o acordo feito com o MP que o obriga a convocar os concursados. A mesma lei proíbe também a concessão de aumentos salariais. Mesmo assim, o prefeito, se autoconcedeu um reajuste de 33% em seu salário. Dois pesos e duas medidas, né?

🛑 O ex-governador Ricardo Coutinho, ao comentar sobre sua filiação ao PT, disse: Eu sonho alto”. O problema é que, quanto mais alto, maior a queda. E de queda, o guru do prefeito de Princesa, entende muito bem.

🛑 Falar em prefeito de Princesa, essa semana, Nascimento estava em João Pessoa e, em sua sanha midiática, fez um pronunciamento que foi filmado nada mais, nada menos, por “priquitinho”. Nesses tempos de pandemia, deveriam ser proibidas obscenidades patrocinadas pelo dinheiro público. KKKKK.

🛑 Falar em Ricardo Coutinho – uma das páginas mais interessantes da história política da Paraíba, mas que, mesmo assim, está virada -, lembramos do outro Ricardo, o daqui, que antes chamava o de lá de “meu guru” e, agora, o chama de “cururu”. Quem te viu, quem te vê, né?  C’est la vie .

🛑 Em programa radiofônico da oposição renovada, o ex-candidato a vereador, cabo Domingos, declarou: “A Câmara de Vereadores é igual a papel de parede, brincam de trabalhar”. Será o próximo a receber o título de “persona non grata”?

🛑 A Praça “José Nominando”, em parte destruída por ordem do senhor prefeito, continua em completo abandono. Pergunta que não quer calar: o que vai acontecer primeiro? A chegada do asfaltamento das principais ruas da cidade ou a reconstrução daquela Praça?

🛑 Eduardo Cunha, aquele ex-presidente da Câmara dos Deputados que foi cassado e preso, é um dos principais articuladores, em Brasília, da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em busca da reeleição. Dize-me com quem andas...

🛑 Enquanto isso, o ex-ministro da Fazenda, nos tempos da ditadura militar, Antônio Delfim Netto, afirmou, semana passada, que votará em Lula, que tem certeza da vitória do petista e que, o governo de Bolsonaro, está-se derretendo. E acrescentou, um dos maiores “frasistas” do Brasil: “Estupidez é ignorância recalcada”.

🛑 Semana passada, o presidente Jair Bolsonaro discursou na ONU, dizendo que o Brasil vai muito bem obrigado. Aproveitou também, a oportunidade, para fazer propaganda do “kit Covid”, receitando para toda a comunidade internacional: hidroxicloroquina, ivermectina, prednisona, etc. Como discursos são palavras ao vento, lembramos, literalmente, da ex-presidente Dilma que discursou, da mesma tribuna, defendendo o ensacamento de vento. Eita Brasilsão!




 

O doutor Aledson Moura lidera grupo de pré-candidatos independentes

Neste sábado, o suplente de deputado estadual de Princesa, doutor Aledson Moura, lidera uma reunião com cerca de 35 pré-candidatos a deputado estadual. O encontro será realizado no Hotel Hardman, em João Pessoa. Essa iniciativa de Aledson tomou força após a extinção da possibilidade de coligações entre partidos, o que enfraqueceu a postulação de vários pré-candidatos de pequenos partidos.

Nessa reunião, serão tratados assuntos que deverão resultar na decisão de todos comporem uma única sigla partidária, e partirem com reais chances de vitória nas urnas. O encontro, é o embrião para a formação da já batizada de “Frente de Renovação Parlamentar”. Desse encontro – em que não será admitida a presença de quem já tem mandato -, surgirá uma nova força política, formada por aqueles que, cansados de viajar na “caçamba”, querem agora, uma vaga na “boleia”.

A intenção de Moura, é a da união entre vários pré-candidatos com densidade eleitoral média, em um único partido, uma vez entender, o suplente de deputado, que, unidos, serão mais fortes e reunirão maiores possibilidades de êxito eleitoral. Em entrevista concedida, ontem, à Rádio Arapuan, Aledson Moura que é o líder do grupo, afirmou: “Não vamos aceitar ninguém com mandato”.

Na verdade, o pré-candidato, Aledson Moura, que representa Princesa e toda a região da Serra do Teixeira, vem se apresentando como uma liderança crescente quando passa de simples postulante a uma cadeira na Assembleia Legislativa, para coordenador de um grupo. Essa reunião que acontece hoje em João Pessoa, já vem causando grande repercussão nos meios políticos do Estado por se apresentar como algo inusitado.




Prefeitura de Tavares comemora o Dia do Idoso


Ontem (1º/10), a Prefeitura de Tavares comemorou o Dia do Idoso dando ênfase às mulheres com mais de 60 anos. Na ocasião, sob a coordenação da Secretária de Assistência Social, Paula Barbosa e do coordenador do CRAS, foi promovida uma comemoração especial quando proporcionaram um dia de lazer, comemorando a efeméride.

O grupo “Vida Feliz”, do CRAS foi o centro das atenções com um momento de festa com música ao vivo, lanches, entrega de camisas e máscaras para todo o grupo. Presente ao evento, o prefeito, Coco de Odálio, afirmou: “Contem sempre comigo, pois estaremos sempre fazendo mais por todas. Muito obrigado pelo carinho de sempre”.




Histórias e estórias engraçadas de Princesa

Eduardo, Ana e o Gato

Eduardo Ferreira da Luz, mais conhecido como “Eduardo Cabeludo”, casou-se com Ana e partiu para morar em São Paulo. De lá ele já tinha vindo, depois de ali morar por vários anos. Portanto, dá-se a entender que conhecia bem a cidade. Ledo engano, como veremos a seguir.

Chegando a “Sampa”, Eduardo alugou uma pequena casa, mobiliou-a e passaram a viver, os dois, ele e Ana, seu idílio amoroso na Capital da Garoa. Logo no dia seguinte à tomada de casa, Eduardo notou que havia ali, um gato. Um bicho marrom, do rabo grosso, que logo caiu nas graças de Ana. O marido, mesmo gostando de animais de estimação, sem querer dividir o amor de Ana com o bichano, sentenciou:

- Ana, pode dar fim a esse gato. Não quero ele aqui.

Todos sabemos, que cachorro é do dono, mas gato, é da casa. Ana, obediente ao marido, botou o gato pra fora e não lhe deu mais de comer. Mesmo assim, o gato insistiu. Pulava a porta, entrava pela janela. Não dava sossego. Vendo isso, Eduardo decidiu botar o gato num saco e levá-lo para bem longe. Assim fez.

Num dia de domingo de manhã, de folga do trabalho, Eduardo resolveu levar o gato embora. Botou-o num saco, entrou no primeiro ônibus que viu e decidiu que só desembarcaria na última parada. Chegando ao final da linha, desceu do ônibus com o saco à mão e começou a caminhar de forma aleatória com o intuito de confundir o gato. Entrou e saiu de várias ruelas e, por fim, soltou o bicho.

Satisfeito com a missão cumprida, preparou-se para voltar pra casa. Foi para o ponto de ônibus e observou que todos os ônibus que passavam não tinham escrito no painel de cima, o destino; constava apenas números. Mesmo assim, entrou num desses veículos e partiu na intenção de, chegando no centro da cidade, ter alguma orientação. Em vão. Rodou, rodou e nada de saber onde estava.

Sem alternativa, ligou pra Ana:

- Ana, vai na esquina, olha a placa na parede e me diz o nome dessa rua.

- Pra quê, Eduardo? – Perguntou a mulher.

- Homi, eu tô perdido e tenho de pegar um táxi. Já soltei o gato e não tô sabendo voltar pra casa – respondeu Eduardo.

- Oxente Eduardo, pois o gato já tá aqui de novo.




sexta-feira, 1 de outubro de 2021

O prefeito de Princesa consegue liminar para não convocar concursados

Os ganhos de Nascimento, na justiça, são sempre para prejudicar o povo. Desta feita, o prefeito de Princesa conseguiu uma liminar na Justiça para suspender o acordo feito com o Ministério Público, para a convocação dos concursados aprovados no último certame, que já completa quase dois anos.

Alegando a proibição para a contratação de servidores no período da pandemia, determinado pela Lei Complementar 173/2020, Nascimento conseguiu, no Tribunal de Justiça, a suspensão do cumprimento do TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, que o obrigava a nomear os concursados até o dia 15 de outubro deste ano.

Interessante é que a lei que proíbe a contratação de servidores, é a mesma que proíbe aumentos salariais e, nesse caso, o prefeito não cumpriu quando aumentou o seu próprio salário. São dois pesos e duas medidas que pesarão na balança do Promotor que apurará o caso. Ademais, vale salientar que, enquanto o senhor prefeito não convoca os concursados, o número de contratados, desde 2020 até agora, aumentou de 99 para 141. Com a palavra, o Ministério Público.




Ler para conhecer a nossa História




PARAHYBA 1930: A Verdade Omitida

Flávio Eduardo Maroja Riberio (“FUBA”)

 

O livro em resenha, escrito pelo compositor e político paraibano, Flávio Eduardo Maroja Ribeiro, mais conhecido como “Fuba”, contém 492 páginas e foi lançado em 2008, pela Editora Sal da Terra – João Pessoa/PB. É uma obra polêmica porque em defesa dos perrepistas e louvor aos da Aliança Liberal. Já na apresentação, o autor escreve:

 

“Depois de anos, vim saber os verdadeiros motivos pelos quais José Américo tinha razão. Em 1930, a Paraíba viveu, talvez, o maior derramamento de sangue em toda sua história, e o que se tinha nos livros enaltecia um lado bem diferente do que acontecera. Foi só aí que vim a perceber que os fatos que antecederam o ano de 1930, e os que posteriormente foram relatados, envolvem personagens tidas como mitos ou heróis e que estão sendo desmistificados à medida que a verdade aparece. A história da Paraíba está cheia destes equívocos, e João Pessoa é um deles”.

 

Mesmo assim, “Fuba” não deixa de reconhecer a importância que teve o presidente (governador) João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, no contexto daqueles acontecimentos que culminaram com a eclosão da Revolução de 1930 e a consequente queda da República Velha: “Não quero, através deste livro, denegrir nem tão pouco (sic) apagar a memória de João Pessoa que, queira ou não, foi o principal motivo para que se deflagrasse a Revolução de 1930”. A obra em tela traz um capítulo inteiro (Capítulo 4 – A Revolta de Princesa), sobre os acontecimentos em que Princesa foi protagonista.

 

Nas páginas 143/144, Maroja Ribeiro se acode da entrevista concedida pelo coronel José Pereira Lima, em 24 de maio de 1930, ao Jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. Realçando o que ele [o autor], considera o pomo da discórdia, o que transbordou o copo d’água das diferenças entre o coronel Zé Pereira e o presidente João Pessoa: a formação da chapa para o concurso eleitoral de 1º de março de 1930, em que o presidente paraibano excluiu da mesma, o ex-presidente e amigo dileto de Zé Pereira, João Suassuna, “Fuba” transcreve parte da entrevista do coronel de Princesa. Fala Zé Pereira:

 

“Estranhei que da lista organizada [por João Pessoa] fossem excluídos sumariamente o senador Antônio Massa, que havia sido um dos batalhadores pela ascensão do Sr. Epitácio Pessoa à suprema direção da política da Paraíba. Objetei ao senhor Sobreira (ajudante-de-ordens de João Pessoa) que ele, Massa, fiel ao partido, não merecia a odiosa exclusão nos últimos momentos. Isto, a 20 de fevereiro. Objetivei mais também: não compreendia a exclusão de Oscar Soares, que era um dos mais destacados do partido; o sacrifício do deputado Daniel Carneiro, o qual, no momento em que o presidente assim o tratava, se encontrava desassombradamente em Alagoas, defendendo a causa da Aliança Liberal, em campanha eleitoral. Interpelei, então, o ajudante-de-ordens, por que se excluía e sacrificava o deputado João Suassuna, ex-governador do Estado, que elegera o próprio João Pessoa, a quem entregara a chefia do partido? O ajudante-de-ordens respondeu-me que o critério era o do rotativismo. Indaguei como ele explicava que sendo o critério o do rotativismo só ficasse na bancada, dos antigos, o Sr. Carlos Pessoa, justamente o primo-irmão do Presidente João Pessoa? O ajudante, meio confuso, disse que o Presidente achava que o Sr. Carlos Pessoa se havia portado com muita vibração na legislatura passada, durante a campanha da Aliança, ao que retruquei que o Sr. Carlos Pessoa era um deputado apagado, que nunca pronunciara, sequer, um discurso... Rotativismo ou é, ou não é. Em parte, eu não compreendia o rotativismo beneficiando, precisamente, um membro da família. O ajudante-de-ordens, afinal retirou-se da minha presença, alegando que eu poderia levar as minhas objeções ao Presidente”.

 

Esse diálogo, a que Zé Pereira se refere na entrevista citada, aconteceu na casa do coronel José Pereira, por ocasião da visita do presidente João Pessoa a Princesa, em fevereiro de 1930. É certo que a questão da chapa, vem sendo, desde há muito, tipificado como o fato emblemático que mais contribuiu para o rompimento de Zé Pereira com o presidente João Pessoa. Porém, outros acontecimentos já motivavam a indisposição entre ambos. Na verdade, o que ambos queriam - principalmente João Pessoa - , era mesmo o enfrentamento. Na página 145, “Fuba” anota:

 

“Várias tentativas de conciliação foram feitas partindo de João Suassuna e do próprio Epitácio, na possibilidade de um acordo político, porém, João Pessoa foi intransigente e preferiu partir para a luta armada”.

 

Com relação às tentativas de apaziguamento, o autor realça várias situações. O padre Cícero Romão Batista concitou Zé Pereira: (...) pediria ao eminente amigo, mesmo com sacrifício de quaisquer paixões pessoais, procurar uma solução que pusesse fim a esse lamentável estado de coisas, em que vidas preciosas à riqueza da terra paraibana estão sendo destruídas na voragem de uma luta fratricida”. Na página 153, “Fuba” anota comentário do escritor Barbosa Lima Sobrinho: “Fosse menos drástico nos seus processos de Governo, talvez houvesse o Sr. João Pessoa evitado a peleja (...) O Sr. João Pessoa pertencia a essa classe de estadista e de homens, para os quais o melhor remédio contra as dores de cabeça é a guilhotina”. Ainda na página 185, Maroja Ribeiro, transcreve, do livro de Domingos Meirelles, “1930 – Os Órfãos da Revolução”: (...) o coronel José Pereira mostrava-se interessado em encontrar uma solução política para o conflito, mas Pessoa recusava-se a examinar a proposta do chefe sertanejo”.

 

Na verdade, o autor insiste em pôr a culpa em João Pessoa, no que não está completamente equivocado. Porém, vale salientar, que o conflito (A Guerra de Princesa), atendia a interesses de ambos os lados. Ao Catete porque o presidente da República, Washington Luís, desejava intervir na Paraíba por vingança pelo não alinhamento político do presidente João Pessoa, quanto ao apoio à candidatura oficial de Júlio Prestes à presidência da República. Do lado dos liberais, a guerra civil funcionava como uma mantenedora da chama acesa que propiciaria a desejada futura Revolução.

 

No tocante à figura do coronel José Pereira, no contexto dos acontecimentos de 1930, “Fuba” escreve:

 

“Na verdade José Pereira foi o principal articulador da ascensão de Epitácio Pessoa na Paraíba, em 1915. Esta era uma opinião que todos os correligionários reconheciam, incluída, entre eles a própria família. Diante os fatos, existia mesmo da parte de João Pessoa uma intransigência ou um ciúme exagerado em relação ao prestígio de José Pereira. Depois de preterir, negar, discordar e rejeitar todas as possibilidades de acordo, virou-se contra todos os seus aliados, transformando o nosso Estado em uma verdadeira guerra civil. A explicação mais provável era a de que João Pessoa, depois de ‘tomar gosto pelo poder’ quis, propositadamente, destruir a máquina epitacista do Estado e montar a sua própria, excluindo, inclusive, o seu poderoso tio”.

 

Como vemos, o autor toma o corajoso partido de trazer a luz fatos que até então somente haviam sido realçados por escritores que tinham algum laço familiar com Zé Pereira, ou que viveu aqueles tempos de luta ao lado do coronel. Esse resgate, depois de quase 80 anos, faz-se interessante para aqueles que pesquisam sobre os fatos de 1930. Afinal, é praxe que a história das lutas, das guerras, seja contada pelos vencedores. Mesmo que o contido no livro em tela, necessariamente, retrate a verdade, as rememorações apegadíssimas de não-louvores ao desditoso presidente – o que se encontra no caudal de suas páginas -, tem sim, importante valor histórico.

 

O cantor, compositor, baterista, percussionista e violonista paraibano, Flávio Eduardo Maroja Ribeiro, conhecido artisticamente como “Fuba”, nasceu em João Pessoa e viveu sua infância em Campina Grande. Além das atividades artísticas acima mencionadas, incursionou também na seara política, chegando a ser eleito vereador da Capital paraibana. Na qualidade de parlamentar mirim, uma de suas principais bandeiras foi a mudança do nome da capital, lutando para que deixasse de chamar-se João Pessoa, retornando ao nome antigo de Parahyba. Depois desta obra, está também inscrito no rol dos escritores paraibanos.

 



 

 

 

Enquete atesta aprovação de 66,2% do prefeito de Tavares

Em pesquisa realizada, nas redes sociais (Perfil Popular “Maria João”), o prefeito de Tavares, Coco de Odálio, foi avaliado, positivamente, por 66,2% da população daquele município. O resultado dessa enquete, atesta a aprovação popular do gestor, que vem cumprindo, além do “feijão-com-arroz” da administração, com novas e importantes ações em benefícios da população tavarense.

Satisfeito com o resultado da avaliação e, estimulado para trabalhar muito mais, o prefeito, Coco, afirmou: “Com muita satisfação recebi o resultado dessa pesquisa realizada pelo perfil popular ‘Maria João’. Aproveito para agradecer aos tavarenses que votaram e demonstraram uma aprovação do nosso governo, ultrapassando os 60%”. Na verdade, avaliações dessa natureza estimulam o gestor a ter, ainda mais, compromisso com seus munícipes.




O legado do coice

A Paraíba está na iminência de receber Lula e uma grande comitiva do PT, para a filiação do ex-governador, Ricardo Coutinho, ao Partido dos Trabalhadores. Evento da maior importância para os que não conhecem os humores políticos da Paraíba. Sendo eu, Lula, não viria, tampouco aceitaria a companhia de Coutinho.

É mesmo esquisito que um governador da envergadura de Ricardo Coutinho esteja tão rejeitado. Foi, sem dúvida alguma, um dos governadores mais operosos da história paraibana. Mas é também – depois das oito horas de áudio que comprovam suas falcatruas com os dinheiros públicos -, o político mais rejeitado da nossa história.

O problema é que Ricardo, quando no poder, arvorado de sua exacerbada arrogância, dava coice em todo mundo, não afagava ninguém (exceto três ou quatro da sua confiança), exercia o poder como se fora eterno. Agora, muitos estão tirando do bolso, a pedra guardada para nele jogar. Se eu fosse Lula, não viria para a Paraíba...