Logo cedo, aqui em Princesa, foi realizada solenidade pública em comemoração aos 201 anos da Independência do Brasil. Em praça pública, várias autoridades se pronunciaram em discursos. Estranhamente, a fala do vice-prefeito, José Casusa, destoou do que era esperado. De forma diplomática, Casusa exortou o prefeito, Ricardo Pereira do Nascimento, a priorizar os pagamentos de salários atrasados e também aos fornecedores da prefeitura. "É importante que aconteçam eventos festivos, no entanto, devemos priorizar os pagamentos de salários e aos fornecedores", disse o vice-prefeito. Depois desse recado direto, José Casusa desceu do palanque e foi para casa sem esperar pelas fotos e abraços. Pelo visto, o clima tá de vaca desconhecer bezerro.
ODE
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Vai em paz, Bezinho
Acaba de falecer, em Princesa, Manoel Fernandes Sobrinho, mais conhecido por "Bezinho". Meu amigo e assíduo colaborador deste Blog quando nos enviava "estórias engraçadas" e, ultimamente, vinha fazendo uma coletânea das poesias de seu avô, Antônio Fernandes, para publicação neste espaço. Homem de bem, extremoso pai de família, um exemplo de decência. Pela sua religiosidade, com certeza, já está em gozo do repouso eterno. Vai em paz, meu amigo!
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Para que servem as Câmara de Vereadores
Causou a maior repercussão negativa o ocorrido numa sessão da
Câmara Municipal da cidade de Picuí/PB. Foi na última segunda-feira (4), quando
um dos vereadores com assento naquela Casa de Leis subiu à tribuna, tomou o
microfone e propôs a realização de um concurso para que fosse escolhido o
vereador maior “chupão de picolé” da cidade. Em face do efeito negativo causado
na imprensa e nas redes sociais, os vereadores de Picuí recuaram e recusaram a
aprovação dessa inusitada e ridícula propositura. Mas, esse episódio, nos
deixou, a todos, com a obrigação de fazermos uma reflexão quanto à serventia
dessa representatividade, às vezes inócua e por demais onerosa.
Pelo menos para uma coisa serviu essa ridicularia. O fato despertou,
na sociedade, o carecer de que ponderemos quanto ao comportamento daqueles que
são escolhidos para nos representar. Aqui em Princesa, já vimos vereador
propondo a instalação de um isqueiródromo em praça pública; casa de taipa virando
patrimônio histórico; lei determinando a escolha da melhor pizza da cidade,
dentre outras aberrações. Parece até que nem eles mesmos sabem para que foram
eleitos ou, para que servem. Em tempos recentes, na avaliação de um
vice-prefeito, ficou dito que eles [os vereadores] servem para bater palminhas
para o prefeito.
O que causa espécie no comportamento dos vereadores de Picuí,
e nos remete ao que ocorre na maioria das Câmaras Municipais Brasil afora, é o
despreparo daqueles que são eleitos para o fazimento de leis e, principalmente,
para fiscalizar a aplicação delas e a dos dinheiros públicos, quando se
desviam, em seus comportamentos simplórios, expondo, a nós todos, ao ridículo
de sermos representados por eles. O concurso que deveria ser realizado, na
maioria das Câmaras de Vereadores, deveria ser um certame para aferir qual é o
vereador maior “baba-ovo” do prefeito de plantão. Será que é para isso que
servem os vereadores?
Repentes Memoráveis XLI
O grande poeta paraibano, Manoel Lourenço da Silva, mais
conhecido como “Manoel Xudu” (1932-1985), conterrâneo de José Lins do Rego, era
um mestre na viola. Certa vez, cantando em Campina Grande, exercitando seu
gênio de observador dos pequenos detalhes da natureza e transformá-los em arte,
improvisou a seguinte sextilha:
Admiro cem
formigas
Uma folha
carregando,
Sessenta
puxam na frente
E vinte
atrás empurrando
E as vinte
que vão em cima
Pensam que
vão ajudando.
Profissionais da Enfermagem de Princesa só receberão o Piso Salarial em novembro
Em reunião realizada com o prefeito, o Sindicato dos
Servidores Municipais de Princesa recebeu a notícia de que os profissionais da
Enfermagem só receberão o Piso Salarial em novembro. O argumento usado pelo
alcaide foi o de que as folhas de pagamento já estão empenhadas com os valores
antigos e não podem ser modificadas. Ora, em todo serviço de contabilidade,
empenhos podem ser anulados e reempenhados, principalmente, quando se trata de
beneficiar uma classe de trabalhadores em seu direito líquido e certo.
É sabido por todos que a Prefeitura de Princesa já recebeu do
Governo Federal um aporte financeiro de mais de R$ 600 mil para ser usado no
pagamento desse Piso Salarial. Pelo visto, trata-se somente de um capricho do
senhor prefeito em não querer pagar agora. De sorte que esse dinheiro é
consignado nos CPF’s dos servidores que deverão ser beneficiados e não poderá
ser utilizado para outro fim. A prova de que há viabilidade para esses
pagamentos é a de que muitas prefeituras da região polarizada por Princesa já
efetivaram essa obrigação, inclusive do retroativo.
Senador Efraim Filho comemora anúncio de obra importante na Paraíba
Em entrevista concedida, na última segunda-feira (4) o
senador Efraim Filho (União Brasil) que é também líder da bancada de seu
partido no Senado Federal, comemorou o anúncio feito pelo Ministério dos
Transportes, de que as obras da BR-230, que liga João Pessoa a Cabedelo serão
em breve retomadas, o que será de essencial importância para o desenvolvimento
e mobilidade daquela região paraibana. “Mais uma demonstração de que a bancada
federal da Paraíba está atuante cobrando melhorias em mobilidade para o nosso
Estado”, disse Efraim Filho.
terça-feira, 5 de setembro de 2023
Retratos de Campanha IX
O retrato acima exibido se reporta à Campanha Eleitoral para
prefeito de Princesa em 2008. Concorreram apenas duas chapas. Uma encabeçada
pelo então prefeito Thiago Pereira de Sousa Soares (PMDB), candidato à
reeleição tendo como companheira de chapa dona Tereza Lúcia Araújo e, a outra,
composta por José Nominando Diniz (PSDB) com a então vereadora Cleonice
Henriques figurando como vice-prefeita.
Nessa ocasião, 16 de agosto de 2008, ocorreu um comício do
candidato do PSDB, na Rua Grande, centro de Princesa. Presentes no palanque, da
esquerda para a direita, estavam: Genecí Bem de Medeiros, Pacelli Mandú, José
Nominando, Valmir Pereira, Dominguinhos e Flora Diniz. Nesse pleito, foi
reeleito Thiago Pereira com uma maioria de 426 votos. O grupo de oposição,
embora derrotado, fez maioria na Câmara Municipal.
As perseguições do presidente João Pessoa
Seguindo a cronologia da Guerra de Princesa, o que faz parte
das rememorações e comemorações do nonagésimo aniversário daquele importante
conflito, trazemos hoje as ações retaliativas do presidente João Pessoa contra
Princesa motivadas pelo rompimento político do coronel José Pereira com o chefe
do Poder Executivo Estadual. Em 24 de fevereiro de 1930, portanto há 90 anos,
João Pessoa, logo após a troca de telegramas com Zé Pereira, o que teve
confirmado o rompimento político, demitiu todos os funcionários públicos
estaduais que serviam em Princesa. Exonerou as seguintes autoridades: o
prefeito José Frazão de Medeiros Lima; o vice-prefeito Glycério Florentino Diniz;
o adjunto de promotor Manoel Medeiros Lima e o diretor do Grupo Escolar “Gama e
Melo”, professor Severino Loureiro. O delegado de polícia Manoel Arruda e mais
oito soldados foram chamados de volta à Capital e os subdelegados de Tavares,
Belém, Alagoa Nova (Manaíra) e São José (São José de Princesa) à época
distritos, foram todos exonerados. O chefe da Mesa de Rendas do Estado, Manoel
Carlos de Andrade, que era irmão do coronel Zé Pereira, já havia sido
transferido para a cidade de Patos/PB. Somente os funcionários federais
continuaram no desempenho de suas funções no município, a exemplo do juiz de
direito, doutor Clímaco Xavier; do coletor federal, Leônidas Wanderley; do
escrivão da Coletoria Federal, Tiburtino Carlos de Andrade; do telegrafista,
Richomer Góis de Campos Barros e do oficial do Registro Civil, Silvino de Medeiros
Lima. Logo que demitiu esses servidores, o presidente João Pessoa expediu
telegrama ao presidente da República, Washington Luís, com o seguinte teor: “Assim procedi, primeiro porque a polícia
não podia assistir inactiva a invasão da cidade por facínoras armados”.
A mentira travestida de verdade
Essa informação encaminhada ao presidente da República não
estava contida de veracidade. Na verdade, já intencionado em invadir Princesa -
talvez para impedir a realização das eleições de 1º de março daquele ano em que
ele próprio disputava o cargo de vice-presidente da República como companheiro
de chapa de Getúlio Vargas, João Pessoa usou as demissões como pretexto paras
alegar que o pequeno burgo princesense estava infestado de bandidos e
cangaceiros, contratados pelo coronel Zé Pereira. Notícia falsa para justificar
a ação invasora já planejada e que seria promovida pela polícia paraibana em 28
de fevereiro daquele ano de 1930. Para justificar ainda mais sua ação
persecutória, o presidente paraibano fez divulgar, através do Jornal Oficial do
Estado, “A União”, a seguinte nota: “(...)
Atento à circunstância de que em Princesa a Prefeitura e Secretaria desta, Promotoria
Adjunta, escrivania do Cartório, agência do Telégrafo Nacional, professorado,
advogados e solicitador eram exercidos por sobrinhos, irmãos e parentes afins
do coronel, essa cidade dos Cariris Novos era um feudo absoluto e fechado ao
poder pessoal de um homem”. (Extraído do livro Revolução Estatizada, do historiador José Octávio de Arruda Mello).
Na verdade, desses funcionários, o único parente do coronel Zé Pereira era o
chefe da Mesa de Rendas, Manoel Carlos de Andrade que era seu irmão. Vê-se que
essas demissões já prenunciavam as intenções do presidente João Pessoa em
desfechar ataque à cidade, como veremos adiante. Com isso, estava tudo se
preparando para o início da Guerra de Princesa, evento que mudou a história do
Brasil.
Nem o Promotor conserta o caos na Saúde de Princesa
Princesa é mesmo uma terra sem Saúde e sem Lei! Nem uma
determinação do Promotor de Justiça é cumprida para atender a uma situação de
vexame em que se encontra um paciente portador de doenças crônicas. Isso mesmo.
Semana passada, o Promotor de Justiça da Comarca de Princesa determinou à
Secretaria de Saúde do município de Princesa, através de ofício, a fim de que
seja agendada, num prazo máximo de 10 (dez) dias, uma consulta médica com um
psiquiatra para um paciente que já perambulou por tudo quanto é canto para ser
atendido e não conseguiu. Mesmo diante dessa determinação até agora, nada.
Além da Secretaria de Saúde, a Promotoria oficiou também ao
CAPS dando um prazo de 10 (dez) dias para que fossem entregues, ao dito
paciente, medicamentos de Lorazepan 2 mg; Sertralina 50 mg; Torval 300 mg e
Risperidona 2 mg. O prazo determinado expirou no último dia 31 de agosto
passado e, até agora, nenhuma providência foi tomada pelo município. Enquanto
isso, o paciente que sofre de esquizofrenia, hipertensão arterial e diabetes,
continua ao Deus dará. Nem que resolva comprar os remédios por conta própria, ele
não pode porque não tem a receita. Além de queda, coice! E agora, Nascimento?
No olho do furacão
Por: Domingos Sávio
Maximiano Roberto
São muitas as intempéries que assolam os países do hemisfério
norte do nosso Planeta, principalmente agora nesses tempos de mudanças
climáticas. Sorte do Brasil estar assentado numa região abençoada pela natureza
onde nada disso ocorre. Mesmo livre de tempestades, ciclones, terremotos,
tsunamis, dentre outras tragédias, tem uma região no Brasil que pode ser
assolada por um furacão que, pelo simples anúncio de sua breve ocorrência, já
vem causando muitas preocupações a algumas pessoas que, por terem os pés de
barro, já estão por demais apreensivas e temerosas dos seus efeitos. É um
furacão diferente.
Nessa região, localizada no Nordeste brasileiro, há prenúncio
da ocorrência de um ciclone tropical que não promoverá nenhum dano à natureza,
mas sim aos efeitos nocivos de comportamentos abusivos, arrogantes,
irresponsáveis e desonestos. Como disse, é um tipo de furacão diferente.
Somente com seus primeiros ventos, esse fenômeno que se anuncia, já está
balançando as folhas das baraúnas que sequer conseguiram ficar adultas, o que
lhes vem dando a sensação de falsa segurança. Isso tem preocupado a alguns
porque, à medida que o furacão passar, os ventos aumentarão e poderão arrancar
árvores que se consideram frondosas e sólidas demais.
Os furacões acontecem motivados por baixa pressão atmosférica
associada a altas temperaturas e não há como evitá-los nem diminuí-los. Pode-se
apenas aprender a conviver com eles e, no caso do que está para ocorrer na
região acima citada, resta apenas resignar-se com essa trágica realidade. O
pior é que não adianta reclamar. Isso é coisa natural que resulta dos
desarranjos causados pelos ataques à mãe natureza. Ninguém cria, coordena ou
comanda os furacões. Eles acontecem e tendem a atropelar aqueles que se puserem
no seu caminho. Sua força é inexorável e, seus efeitos, catastróficos!
Há quem diga que os furacões preferem se manifestar em áreas
onde a poluição se apresenta incontrolável, onde há sujeira demais para, com a
implacável força de seus ventos, fazer uma varredura em tudo o que não presta.
De sorte que esses fenômenos são previamente anunciados para que as pessoas
cautas se previnam contra a sua força. Aos incautos cabe apenas se proteger
porque, contra a força do que a natureza determina não há defesa. Quando uma
coisa está fadada a dar certo, seja por determinação Divina ou pela vontade de
uma força maior, ninguém detém. Resta somente se conformar. O furacão vem aí,
salve-se quem puder!
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