ODE

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Aniversário de "Pai Zé"

A fotografia acima remonta ao distante dia 16 de janeiro 1971. Nessa data, alguns alunos do professor José Gomes Sobrinho - carinhosamente chamado por todos de "Pai Zé" - resolveram fazer uma homenagem no dia do seu aniversário de 60 anos. A festinha aconteceu numa das salas de aula do então Ginásio "Nossa Senhora do Bom Conselho".

Sobre uma mesa forrada com uma toalha bordada em rechilieu pousavam bolos e salgados e uma garrafa automática cheia de café. Na foto, da esquerda para a direita, temos: Joca Fernandes, Nicinha de Zezinho Ourives (por detrás de Joca), Marta Teodósio, Marluce Antas, Pai Zé, sua esposa dona Necy, Pacú Teodósio, Dedé de Genésio e Maria Mandú. São lembranças de um tempo que se foi, mas reside na memória de todos nós.



A emenda saiu pior do que o soneto

Em resposta à matéria, veiculada ontem (25) por este Blog sobre o fechamento do Hospital São Vicente de Paulo, a secretária de Saúde do município de Princesa foi designada para defender o indefensável. Postou-se, dona Francisca Lucena, em frente ao prédio onde funcionava aquele hospital, rodeada de servidoras comissionadas - portanto, obrigadas a estarem ali - e pôs-se a justificar o que não tem justificativa. Demonstrando cansaço e gaguejando ao falar, a secretária não estava muito à vontade. Parecia cumprir uma missão da qual não poderia fugir.

Quando afirmei que o Hospital está fechado, não me referi a paredes nem portas, mas sim à Unidade de Saúde que ali funcionava desde 2001 e que foi fechada pelo prefeito Ricardo Pereira do Nascimento em 2018. É claro que as portas estão abertas e, funcionando ali, o que poderia funcionar em qualquer prédio da rua de Princesa. Quando denunciei o fechamento, me referi às consultas e exames de especialidades, tais quais: cardiologia, ginecologia, obstetrícia, gastrenterologia, etc., que deixaram de ser ali realizados.

Na verdade, a emenda saiu pior do que o soneto. Na esteira dessa defesa inócua, ficou patente outra deficiência na Saúde que está funcionando naquele prédio. O CAPS Infantil está sem médico psiquiatra e sem fonoaudióloga, que pediram demissão por não poderem prestar um serviço de qualidade quando, a famigerada pactuação que beneficia 17 municípios de fora em detrimento da demanda de Princesa, não permite um bom atendimento por conta da escassez de Recursos Humanos.

O prefeito prioriza o atendimento às demandas dos municípios pactuados porque recebe recursos para tanto. Enquanto isso, deixa de dar maior atenção aos pacientes de Princesa. Prova desse descaso acontece no mesmo CAPS, de onde discursou a secretária de Saúde, quando se sabe que o médico psiquiatra daquele serviço pediu demissão porque não tem condições de trabalho. Naquele CAPS os tratamentos são prejudicados por conta da solução de continuidade com as constantes mudanças de médicos e demais profissionais por falta de pagamento.

A Saúde de Princesa é como uma bola de assopro cheia d'água segurada por duas mãos e, quando se fura mais de dois buracos nela, faltam mãos para tapá-los. É gritante o caos nessa importante área de atendimento. É tanto, que me causou surpresa o prefeito mandar a secretária defender essa situação quando nem ele teve coragem de enfrentar o problema de frente. O Hospital São Vicente de Paulo está fechado, o que é do conhecimento de todos e não é com mentiras que se justifica essa irresponsabilidade do prefeito Nascimento.



O tempo "ruim" deles é o tempo "bom" da gente

A interpretação do tempo por esse Brasil afora é algo, verdadeiramente, confuso. Num país com as dimensões territoriais do nosso, com climas diferentes e estações pouco definidas, ao assistirmos aos noticiários veiculados pelas Redes de Televisão de abrangência nacional sobre a previsão do tempo, constatamos que a verdade difundida é mesmo a dos meridionais, dos que moram no Sul e no Sudeste do país.

Assistindo ao Jornal Nacional, da Rede Globo, cansamos de ver e ouvir as previsões do tempo quando as meteorologistas daquela emissora falam em "tempo bom" e "tempo ruim". Para os da metade sul do Brasil, tempo bom é quando o Sol está grelado e, ruim, é quando nuvens negras cobrem o Céu. Quando a moça fala no tempo ruim de lá, nós, nordestinos do Sertão, ficamos morrendo de inveja.

Enquanto o resto do Brasil sofre com tempestades, enchentes e inundações nós, em nosso mundinho seco, ficamos com água na boca com vontade de transferir - não a tragédia - essas enxurradas para cá. Aqui, quando as nuvens negras pairam no nascente, dizemos todos: "Eita coisa boa! Tá bonito pra chover!" E, quando aquele ventinho rasteiro começa, anunciando a chegada da chuva, todos se alegram.

Na verdade, quando chove regularmente aqui no Nordeste, até o humor das pessoas melhora. Algo que nos é peculiar são os louvores à chuva quando rezas, missas, novenas e até procissões são feitas para que a chuva caia. Tomar banho de chuva é um hábito exclusivo dos nordestinos, o que é feito em festa, com alegria. Lamentamos as agruras por que passam nossos irmãos do Sul. Para diminuir seus sofrimentos e para alívio nosso, gostaríamos que um pouco das torrenciais chuvas de lá se transferissem para cá.



quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Nem tanto nem tão pouco

Semana passada, aconteceu, num Quartel da Polícia Militar do estado do Maranhão, uma formatura de cadetes daquela corporação, o que causou a maior polêmica quando um soldado gay convidou seu namorado para a solenidade de formatura e, no final do evento, como se estivessem numa cerimônia de casamento, beijaram-se na boca. O mesmo comportamento foi adotado por uma soldado que também repetiu a cena com sua namorada. O flagrante foi registrado numa foto que viralizou nas redes sociais, provocando uma nota expedida por um coronel da reserva daquela corporação criticando o fato, quando escreveu que aquilo se constituía um verdadeiro "avacalhamento" que contrariava o pundonor da briosa Polícia Militar do Maranhão.

São polêmicas desnecessárias deflagradas, tanto por aqueles que surgem agora libertos dos preconceitos de antanho, quanto pelos que já saíram da fila e insistem em preservar seus valores que não são mais os de hoje. O tempo em que vivemos é este e não podemos contrariar a realidade em defesa de comportamentos retrógrados que não existem mais, tampouco exceder na licenciosidade. Na verdade, vivemos num período de transição em que convivem novos livres com velhos amarrados a preconceitos, o que não tira nem dá razão a nenhum desses segmentos. No entanto, a realidade não tem de ser apenas respeitada, mas, assimilada como uma verdade inquestionável. Não podemos nem devemos maquilar, hipocritamente, aquilo que é fato. A fila anda.

Isso se exacerba quando os adeptos da chamada: "extrema direita" , aqueles que se dizem conservadores e adotam o lema: "Deus, Pátria e Família", em sua contumaz hipocrisia, insistem em dissimular a realidade quando tudo aceitam, desde que seja praticado por debaixo do pano. Tudo o que está aí, sempre existiu. O problema é que, para os que estão passando, isso não pode vir à luz. É o mesmo que recriminar um casal de jovens namorados que dormem juntos sem serem casados. Isso, antigamente, era um crime passível de morte: "Ou casa com ela ou casa comigo", dizia o pai da moça "violada" pelo namorado. Hoje, isso soa ridículo! Mesmo assim, os que hoje são livres devem ser comedidos para não provocar enfartes nos de pijamas, até porque, se a fila anda, estes já estão engomando.



Hospital "São Vicente de Paulo"

O Hospital São Vicente de Paulo, de Princesa, foi construído por iniciativa da família "Nominando Diniz" e foi inaugurado em 1960. À época, pouquíssimas cidades do interior do Estado tinham o privilégio de contar com uma Casa de Saúde do porte daquele Hospital. Prestigiado pelo então governador Pedro Moreno Gondim, Nominando Muniz Diniz, mais conhecido como "seu" Mano, doou um terreno, criou uma Associação de Assistência e conseguiu verbas estaduais para a construção daquele que foi o primeiro Hospital de Princesa.

Municipalizado em 2001, o Hospital São Vicente passou a atender à população com medicina de especialidades, o que perdurou até 2016. A partir de 2017, com a atual administração municipal, aquele nosocômio passou a funcionar precariamente e, em 2018, fechou suas portas. Ali nasceram muitos dos filhos de Princesa, diferente de hoje, quase 60 anos depois, quando as mulheres princesenses têm que se deslocar daqui para terem seus filhos em outras cidades porque, em Princesa, além de o Hospital São Vicente estar fechado, não existe uma maternidade para atendê-las.

A louvável iniciativa do velho Mano merece ser registrada como um verdadeiro compromisso com a Saúde de sua terra; enquanto que a irresponsabilidade daqueles que promoveram o fechamento daquela Casa de Saúde, merece o repúdio de todos os princesenses. No próximo ano o "São Vicente" completará 65 anos de sua fundação, mas continua abandonado e já caducando porque, de portas cerradas, não serve mais ao propósito para que foi construído.



Repentes Memoráveis LI

No auge do processo que condenava os pais da menina Isabella Nardoni que foi jogada, pelos pais, do sexto andar de um prédio em São Paulo, o poeta paraibano Ivanildo Vilanova, cantando num Festival de Viola em Serra Talhada/PE, abrilhantou a ocasião com uma sequência de estrofes maravilhosas, entre elas a seguinte "décima" glosando o mote: "Pra que matar se um dia você também vai morrer?"

                                 Alexandre e Carolina

                                     Atiraram da janela

                                     A garotinha Isabela, 

                                   Uma inocente menina, 

                                   A justiça são-paulina 

                                     Pode lhes absolver,

                                 Mas Deus não vai esquecer

                                       Tamanha selvageria;

                                      Pra que matar se um dia 

                                     Você também vai morrer?




quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Em entrevista, prefeito de Princesa defende aumento salarial para prefeito e vereadores

Através de longa entrevista concedida pelo prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, ao blog “Mariajoão”, estamos tendo oportunidade de traçar um perfil por demais curioso do alcaide princesense. Quanto às mentiras já discorremos sobre isso. Sobre a hipocrisia, podemos acrescentar que o gestor, por se achar acima do bem o do mal, fala pelos cotovelos imaginando que, os que o escutam, não têm discernimento para saber o que ele representa muito bem. Senão, vejamos:

Perguntado se era contra ou a favor do aumento salarial que a Câmara Municipal votou em favor do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários, o alcaide respondeu na bucha: “Sou a favor”. E justificou, dizendo que os agentes públicos têm de ganhar bem para não roubarem. Acrescentou que é melhor um alto salário do que comprar Notas Fiscais ou pedir propina aos fornecedores. Está certo? Certíssimo! O problema reside na transparência do que o prefeito diz.

Analisemos: Começando pelo guarda-roupa do prefeito, que só usa roupa de grife - inclusive, tem um antecedente nefasto quando, lá atrás, no cargo de secretário de Saúde, comprou camisas de marca e lenços umedecidos com dinheiro público -; passando pelos ricos penduricalhos que ostenta ao pescoço, braços e dedos; na mansão que construiu logo no início do mandato de prefeito; nas várias viagens ao exterior e na constante compra de carrões que custam uma fortuna.

Façamos a conta: Nascimento disse que ganha R$ 24 mil por mês. Multiplicado isso por ano, perfaz-se um total de R$ 288 mil/ano. Somando os sete anos de mandato, o alcaide fez jus a R$ 2.016 milhões em salários. Consideremos (por baixo) que a casa que ele construiu valha R$ 700 mil e que o carro em que se desloca custe R$ 400 mil; somando isso à compra de um posto de gasolina por R$ 700 mil, somente aí já vai um dispêndio de R$ 1,8 milhão. Sobra, portanto, R$ 216 mil para todas as despesas com manutenção durante os sete anos em que esteve à frente da prefeitura.

Pelas contas acima, só mesmo uma mágica poderia fechá-las em azul. Em face desse cálculo, feito a grosso modo, não significa que o prefeito de Princesa compre Nota Fiscal nem receba propina de fornecedores, mas exige que ele diga também de onde consegue dinheiro para bancar sua ostentação e seus sinais exteriores de riqueza. A não ser que haja aí financiamento de agiotas. Seria de bom alvitre que Nascimento não tentasse imitar Pompeia Sula; que ficasse calado e passasse ao largo dessa vontade de parecer honesto. Ao contrário da mulher de César, Nascimento pode ser honesto, mas, não parece.



A Primeira Comunhão dos que hoje estão no gozo da “terceira idade”

FOTO DAS CRIANÇAS, PAIS E CATEQUISTAS, NA SOLENIDADE DE “PRIMEIRA COMUNHÃO” NO ANO DE 1962. 

Em 08 de dezembro de 1962, dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora da Conceição aconteceu, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Conselho, em Princesa, em solenidade religiosa que promoveu a Primeira Comunhão das crianças que foram contemporâneas minhas de infância. Na ocasião, juntamente aos meninos e meninas que receberam o 3º Sacramento (a Eucaristia), posaram, no patamar da Igreja, as catequistas, os pais e demais familiares e amigos, dos comungantes, para a fotografia oficial, o que rememoramos agora. Naquele tempo, a “Primeira Comunhão” era um evento religioso e social revestido da maior importância. Pena que na fotografia acima reproduzida eu não tenha tido condições de identificar a todos. Mesmo assim, com algum esforço e a contribuição de alguns contemporâneos, consegui reconhecer alguns que - de acordo com a numeração que adotei, informo aqui os que posso nominá-los na linha de frente. A fotografia acima, da esquerda para a direita (obedecendo á numeração): 1 – Maria Amélia de Mirabeau Lacerda (anjo); 2 – Cidilene de Miron Maia (anjo); 3 – Valdar de Antônio Liberalquino; 4 – João Bosco de Marçal do Silva; 5 – Paulo de Anunciada; 6 – Neguinho de Costiano; 7 – Antônio de dona Osana; 8 – Bosco de Expedito Leandro; 9 – Chico de Rosendo; 10 – Nehemias de Severino Almeida; 11 – Dominguinhos de dona Osana; 12 – Totonho de Fófa; 13 – João de Mirô Arruda; 14 – Maria de Jesus de Antônio Nominando (anjo); 15 – Edna de Tião Basílio (anjo).

 


 

 

 

 

Em Tavares, estradas vicinais recuperadas

Mantendo sua meta de assistência constante às comunidades rurais do município, o prefeito de Tavares, José Genildo da Silva, o popular Coco de Odálio, está recuperando as estradas vicinais, começando pela que liga a sede do município ao Povoado do Silvestre. Nessa mesma programação, outras vias serão recuperadas em breve. “Vamos trabalhando e fazendo a diferença”, afirmou o prefeito Coco.



São José de Princesa é destaque em investimento na Educação

De acordo com Relatório expedido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE/PB, São José de Princesa é apontado como o quarto município paraibano que mais investiu em Educação no ano de 2023. Esse destaque não se verifica apenas nesse setor, mas também em Saúde e Assistência Social.

Em face disso, o prefeito Juliano Matuto parabenizou toda a equipe de Educação na pessoa da secretária Angélica Ferreira e, em especial, à secretária de Finanças, Rúbia Matuto, que promoveu as condições para viabilizar esse sucesso. Além disso, o município de São José de Princesa é referência quando, desde sua fundação, vem tendo suas contas aprovadas por aquele TCE/PB.