ODE

terça-feira, 2 de abril de 2024

Juiz mantém prisão preventiva de Givaldo Morais



Em decisão exarada hoje (2), Juiz da 6ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado da Paraíba, baseado no fato de que o senhor Givaldo Rodrigues de Morais "(...) praticou atos libidinosos com a vítima Maria Joseane Leite da Silva, consistentes em toques físicos e beijos lascivos, a qual se apresentava vulnerável em decorrência de ingestão de substância psicoativa, conforme laudo de id. 87188815, e não tinha condições de oferecer resistência (...). Segundo o Juiz, o delito é hediondo, torpe, doloso punido com reclusão, estando presentes pressupostos da materialidade (laudo sexológico) e fortes indícios de autoria. Finalizando, o magistrado informa: "(...) com, fulcro nos artigos 310, 311, 312 e 313, visando garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal, MANTENHO a prisão preventiva do denunciado GIVALDO RODRIGUES DE MORAIS".



NOMINANDO DINIZ PARTICIPA DO V CONGRESSO INTERNACIONAL DE CONTROLE PÚBLICO E LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

 Por Edição: Fábia Carolino

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O Presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro Nominando Diniz Filho, participa do “V Congresso Internacional de Controle Público e Luta Contra a Corrupção”, evento realizado no período de18 a21 de março de 2024, na cidade de Salamanca, na Espanha. Acompanha o presidente no Congresso o consultor Jurídico do TCE-PB, Givonaldo Rosa Rufino. 

A quinta edição do Congresso Internacional, promovido pela Fundação Geral da Universidade de Salamanca e o Instituto Rui Barbosa (IRB), abordará a fiscalização e os valores democráticos como temas centrais das apresentações e dos debates.

O Congresso conta também com a participação do Tribunal de Contas de Portugal, o Tribunal de Contas de Espanha e representantes do Tribunal de Contas Europeu, apresentando uma programação com palestrantes profissionais e acadêmicos de grande relevância internacional. 

A direção acadêmica do Congresso é conduzida pelo Vice-Presidente de Ensino, Pesquisa e Extensão do IRB, Conselheiro Sebastião Helvecio e pelo Professor Doutor da Universidade de Salamanca (Espanha), Antonio Arias Rodríguez.

Ao longo de quatro dias serão debatidos os principais temas de interesse para o mundo da fiscalização dos fundos públicos de ambos os lados do Oceano Atlântico. Aspetos organizativos, tecnológicos, judiciais e fiscais serão apresentados e debatidos por membros das instituições.

Representantes do mundo acadêmico, conselheiros e diretores responsáveis das respectivas áreas de trabalho, apresentarão um total de quarenta conferências agrupadas em oito mesas, que terminarão cada uma delas com intervenções de profissionais assistentes.

PROGRAMAÇÃOhttps://controlpublicoyluchacontralacorrupcion.com/congresso/


Ascom/TCE-PB

18/03/2024

Fábia Carolino

O casamento do Caboclo Marcolino com Xanduzinha

A fotografia acima retrata o dia do casamento civil de Marcolino Pereira Diniz com Alexandrina Douetts Florentino Diniz. O enlace matrimonial ocorreu na residência do Major Florentino Rodrigues Diniz (Major Floro), pai da noiva, às 09h00 do dia 15 de junho de 1918. Foram testemunhas, o coronel José Pereira Lima e dona Xandu, e o senhor Manoel da Silva Sitônio e esposa. A noiva tinha 15 anos de idade e, o noivo, 22 anos.

A cerimônia do casamento religioso seria oficiada em 14 de julho daquele ano, na capela de São Sebastião, no Povoado de Patos de Irerê, celebrada pelo vigário de Princesa, padre Florentino Floro Diniz. Após o casamento, grande festa foi oferecida pelo pai da noiva, o rico fazendeiro, comerciante e industrial, Major Floro. Muitos parentes da nubente vieram de Sousa e de Cajazeiras, na Paraíba e, do noivo, vieram também parentes da cidade de Triunfo, em Pernambuco.

Foi uma das maiores festas já realizadas na região. Regada a muita carne e bebidas. Tanto a carne quanto a bebida servidas na festa, eram produzidas pela fazenda do major Floro. A carne, dos bois zebus de seu pasto e, a bebida, produzida pela destilaria do pai da noiva, que produzia o famoso "Vinho Velho de Fructas", bebida apreciada nas melhores praças do Brasil e exportada até para a Europa. O resto, depois eu conto.

Da esquerda para a direita: Coronel José Pereira lima, Alexandrina Pereira lima (esposa), Major Floro Florentino Diniz, Leonor Florentino Douettes, (esposa), Alexandrina Florentino Diniz e o esposo Marcolino Pereira Diniz. Assinatura dos noivos no dia do casamento civil.



Até quando?

Ontem (1°) fui procurado por uma família de uma das mães que perderam filhos no Hospital Regional de Princesa. O relato deixa qualquer um em estado de tristeza absoluta. E pensar que o prefeito de Princesa vai pra Rádio dizer que está tudo bem... Imagine você, que está lendo este artigo agora, fosse vítima de uma situação dessa natureza. Crianças morrem no HR e ninguém toma providências. A dor, pertence somente a quem é vítima desse descaso e tudo fica por isso mesmo. Será que nós todos estamos obrigados a concordar com isso?

É triste constatar que vidas estão sendo ceifadas apenas por motivo de um capricho do senhor Ricardo Pereira do Nascimento, que insiste em manter aquele Hospital municipalizado, somente para garantir empregos e verbas, enquanto crianças morrem, vítimas da negligência. É necessário expormos a nossa indignação para chamar a atenção das autoridades, tanto do Governo do Estado, quanto da Justiça. O Hospital "Deputado José Pereira Lima" tem de voltar a ser estadualizado pelo bem da saúde pública de Princesa e da região.

É certo que, com a vitória eleitoral da pré-candidata, Rúbia Matuto, nas urnas, o HR voltará aos cuidados do Estado - isso consta do programa de governo dela. Mas, e até lá? Quantas crianças mais morrerão por falta de assistência médico-hospitalar? Urge que providências sejam tomadas. Não podemos ficar à mercê dos caprichos eleitorais do alcaide, enquanto vidas são perdidas. O problema é que, até agora, essa tragédia vem atingindo somente pessoas pobres e desvalidas. Imagine se isso estivesse acontecendo com você...



segunda-feira, 1 de abril de 2024

Academia Princesense de Letras e Artes é agora de “Utilidade Pública”

Publicada no Diário Oficial do Estado – DOE, do dia 27 de março deste ano se 2024, a Lei nº 13.129/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador do estado da Paraíba, determina que a APLA – Academia Princesense de Letras e Artes é um órgão de “Utilidade Pública”. Com esse reconhecimento oficial, a APLA, que já é reconhecida como de Utilidade Pública pelo município de Princesa, estará, agora, também apta a receber recursos e conveniar com órgãos públicos do Estado da Paraíba. Enfim, é agora uma entidade reconhecida oficialmente.



PENSAMENTOS DOS DIA

 

“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios”

SANTO AGOSTINHO

 

“Tão cegos são os homens, que chegam a gloriar-se da própria cegueira”

SANTO AGOSTINHO

 

“Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer”

SANTO AGOSTINHO

 


A Casa da Matuta

Morando em Princesa de mala e cuia, Rúbia Matuto reedita o que acontecia em duas casas de políticos de Tavares e de Princesa. Em Tavares, era a casa de Terto e Terezinha, um verdadeiro beco por onde as pessoas circulavam de uma porta a outra sem pedir licença. Em Princesa, era a casa de Maria Aurora – coincidentemente, na mesma Praça em que está localizada a casa de Rúbia. Ali, tinha sempre uma garrafa de café em cima da mesa e uma bandeja de bolachas onde as pessoas entravam sem bater na porta, sentavam-se e resolviam até negócios tomando café e conversando. Era casa cheia, dia e noite, uma verdadeira “Casa de Noca”.

A Casa de Rúbia, hoje, na Praça Zé Nominando, reedita essas duas situações. Lá, em vez de uma, são três garrafas de café, pão, biscoitos, bolos, sucos, etc. Além disso, para as pessoas que vão visita-la, a Matuta oferece até almoço e, na qualidade de pré-candidata a prefeita de Princesa, recebe constantes declarações de apoio, principalmente das mulheres. Rúbia é assim, adora a casa cheia e cumprimenta a todos, de forma indiscriminada, com presteza, carinho e alegria. Na verdade, a Matuta está colhendo o que plantou ao longo dos anos quando sempre se dispôs em servir ao povo de Princesa sem o pensamento em retribuição eleitoral. Ali, é a verdadeira “Casa de Irene”: é de noite e de dia.



Filiação de prefeita lota clube na cidade de Juru

Foi ontem (31), a filiação da prefeita Solange Félix, da cidade de Juru. A gestora, sob as bênçãos do governador João Azevedo, filiou-se ao PSB para concorrer à reeleição no próximo dia 6 de outubro. O evento, em que pese pouca divulgação, lotou as dependências do Clube Municipal. Numa demonstração de força política, Solange reuniu lideranças e apoios vários, o que denota uma patente aprovação do trabalho que vem realizando à frente da administração daquele município. Bem avaliada em todas as pesquisas de intenção de votos, a prefeita segue impávida em busca da renovação de seu mandato.



Há algo estranho no Reino de Camelot

Se observarmos com mais acuidade e rememorarmos o passado recente, constatamos que, nas hostes do prefeito Nascimento, as coisas não andam muito bem e que, faz tempo que não surgem notícias boas para aquela agremiação política. Senão, vejamos: O lançamento da pré-candidatura a prefeito do vereador Garrancho não causou nenhuma repercussão junto ao eleitorado, empolgação alguma foi demonstrada por quem quer que seja. Enquanto no grupo de oposição a vaga de vice foi disputada palmo-a-palmo, até agora, ninguém se manifestou com interesse de completar a chapa da situação.

Não bastasse isso, em 2020, por esse tempo, o alcaide já postava fotos com eleitores que aderiam à sua candidatura. Desta vez, até agora, nada! Ao invés de haver um lançamento em grande estilo, o nome de Garrancho, que pontuava mais ou menos nas pesquisas, parece que murchou, parece que não foi do agrado nem de seus próprios correligionários. Nascimento ficou decepcionado com duas certezas que tinha: a de que alguém da oposição sobraria para ele, e a de que qualquer nome que ele indicasse seria bem acolhido por todos.

Além de errar duplamente, o alcaide, parece que estava adivinhando quando proibiu a queima de fogos de artifício. Uma fonte de lá me confidenciou que, temeroso de que a oposição fizesse festa constante na Praça onde mora a Matuta, mandou a Câmara Municipal votar uma lei proibindo foguetões. Tudo faz crer que lá pras bandas da situação, a coisa tá troncha e sem conserto. Há quem diga até, que o presidente da Câmara está reconsiderando a indicação de seu nome. Pelo visto, Garrancho vai preferir uma pomba na mão do que duas voando.



domingo, 31 de março de 2024

Domingo eu conto

 

Por Domingos Sávio Maximiano Roberto

A Vaca Encaretada

Lagoa da Cruz é hoje o maior Povoado pertencente à Princesa. Carrega uma peculiaridade que lhe dá um certo chame, quando pertence a dois Estados da Federação: Paraíba e Pernambuco. Tem outra particularidade distinta do normal. A padroeira daquele arruado é Nossa Senhora do Carmo, denominação da Virgem que tem seu dia celebrado em 16 de julho, porém a cerimônia festiva, que louva a Santa, ocorre em outubro (mode o frio que ali é intenso em meados do ano). Essa tradição religiosa nunca deixou de ser comemorada e, em tempos idos, quando Tomé Francisco era dali o Intendente, a festa se fazia mais organizada e muito mais animada.

Para termos ideia do quanto se valorizava a festa da Padroeira, tanto o culto religioso quanto a festa profana eram bem organizados e, para lá, acorria toda a região. Durante a festa religiosa, eram celebradas novenas que tinham como patrocinadores os chamados “noiteiros”. Quanto ao furdunço profano, eram realizados leilões, jogos, gincanas e o indispensável “Bolo Doce” (um forró animado por sanfoneiro, zabumba e triângulo). Para o sucesso de ambos os eventos, o gauleiter, de Lagoa da Cruz, Tomé, tomava todas as providências. Enquanto mandava enfeitar a igreja e fazia banquetes para os frades carmelitas que iam de Princesa oficiar as celebrações religiosas, e depois se refestelavam em lautos jantares, Tomé não se esquecia também dos divertimentos populares, inclusive dos da luxúria.

Eram nove dias de festas culminando com a coroação da Santa, missa solene e procissão. Nesses dias, toda noite era rezada uma novena. Enquanto as famílias de bem e as beatas, na pequena capela, se conciliavam com Deus e com a Virgem, os jovens se divertiam “passeando” nas canoas e no juju de Manezim Cristóvão e tomando o capilé de João Costa. Diligente, “seu” Tomé não esquecia dos marmanjos e, numa providência inusitada para a época, o chefe do lugar designava um local, perto do Cemitério, para que fosse ali instalada uma franquia do Cabaré de Princesa.

Com a autorização do chefe e sob o comando da proxeneta e matriarca da luxúria - Estrela de Pedro Caboclo -, era instalado um barracão, onde funcionava um bar repleto de mesas e cadeiras, com chão batido para a realização de danças, que eram animadas por um sanfoneiro chamado Cordeiro de Mané Lopes e, num reservado, algumas camas destinadas ao libidinoso ofício da lascívia. Estrela escolhia as quengas mais jovens para esse desiderato e, enquanto os decentes rezavam na igrejinha, o amor, livre de qualquer censura, corria solto no Barracão.

Certa noite, idas de Princesa para a festa e já hospedadas na casa da irmã Donana (esposa de “seu” Tomé), Francisquinha e Domitila, duas solteironas juramentadas, na faixa dos 35 anos de idade, se aprifilaram e foram para a novena noturna naquele Povoado. Donzelas respeitadas – naquele tempo, preservar a virgindade era mérito - e da altíssima sociedade princesense, haja vista serem primas do coronel Zé Pereira, partiram as duas, da casa do influente cunhado, a pés e de braços dados – como era o costume à época -, rumo à igrejinha. A certa altura do percurso, viram um pequeno tumulto provocado por uma correria animada pelo tilintar de um chocalho.

Para não perder a postura, as duas donzelas se fizeram impassíveis e continuaram sua caminhada em busca da casa de Deus. Quando menos esperavam, se depararam com uma vaca encaretada correndo em sua direção. Desesperadas, sem soltarem as mãos, meteram os pés a correr. Naqueles meios, sem saber aonde ir, Francisquinha e Domitila enveredaram por um beco (e a vaca atrás delas) e viram um grande barracão iluminado. Pensaram: “é ali que vamos nos proteger”. Em disparada, sem saber onde estavam, entraram no Cabaré de Estrela. A vaca passou direto. Assim que botaram os pés no Barracão, um bêbado foi logo dizendo: “Opa, chegaram duas novatas!”. Nessa noite, acontecia um baile à fantasia. O sanfoneiro tocando, as quengas todas de máscaras, dançando e, as duas, atônitas, sem entenderem onde estavam, se viram completamente desamparadas.

Nesse momento, Domitila pediu, intimamente, socorro a Nossa Senhora do Carmo. E ele veio. No fundo do Barracão, sentados a uma mesa, estavam Zé Baião, que era casado com Telinha, prima legítima das duas desesperadas irmãs e, Antônio Fon-fon, sobrinho delas. Imediatamente Zé Baião as reconheceu, porém, aflito para não ser visto pelas moças naquele ambiente de luxúria, aconselhado por Antônio, saiu pela porta dos fundos, rodeou o Barracão, fez-se que ia passando em frente àquele lugar de prazer e adentrou ao ambiente. Fazendo-se surpreso com a presença das moças, foi logo gritando: “Parem essa sanfona, vocês num tão vendo que se encontram aqui duas moças direitas da sociedade!?” Estrela, também mascarada e irritada com a ordem, foi logo dizendo: “E que diabo essas infeliz tão fazendo aqui?”.

Zé Baião, na qualidade de irmão de Tomé Francisco, portanto contraparente das “meninas”, perguntou: “O que houve que vocês vieram esbarrar aqui?” Antes de Francisquinha, que era mais afoita, responder, Domitila, em choro convulsivo respondeu entre soluços: “A va-ca en-ca-re-ta-da, a va-ca en-ca-re-ta-da!” Diante dessa resposta, o tempo fechou. Estrela pensou que era com ela e foi logo disparando: “O que é que essas quenguinhas tão pensando? Vaca encaretada é a puta que pariu!” Do lado das tias, Antônio Fon-fon quis partir pra cima da cafetina, mas Zé Baião, exercendo sua autoridade, falou sério acalmando os ânimos, pediu respeito às donzelas, pegou as “meninas” pelo braço e as conduziu - ambas aos prantos -, de volta para a casa da irmã Donana. Novena, já era.

Ao chegar à residência de Tomé e Donana, Domitila ainda chorava. Francisquinha, no entanto, já recomposta, a sorrir, passou a contar a história. Encartada e despachada que era, Telinha, despeitada porque sabia que seu esposo, Zé Baião, frequentava aquele lupanar esporádico, disparou: “E que diabo vocês foram buscar naquela porra!?” Rindo, Francisquinha tentou explicar: “Mulher... Nós íamos para a novena, mas uma vaca encaretada botou em nós e desviou nosso percurso”. E continuou, dizendo haver sido aquilo a maior aventura de sua vida. A solteirona dizia sempre que tinha muito medo de morrer, mas que agora morreria feliz, pois mesmo sem nunca ter conhecido um homem, estava alentada porque conheceu um cabaré: “Nunca pensei que fosse um lugar tão animado; pena que Zé Baião e Antônio apareceram para atrapalhar”, ironizou Francisquinha.