ODE

sábado, 24 de dezembro de 2022

SABÁTICAS

. Numa reunião com seus vereadores, o prefeito Ricardo Pereira do Nascimento, disse: Sobre esse assunto [candidatura a prefeito em 2024] ninguém abre mais a boca. A decisão é minha e pronto! Eita, parece que Nascimento tem planos mais vantajosos.

. Médicos e demais servidores do Hospital Regional “Deputado José Pereira Lima”, com salários atrasados e, amordaçados, pedem demissão. Nem podem reclamar, tampouco abrir a boca.

. Falar nisso, coincidência ou não, no início desta semana, após publicação de matéria, neste blog, dando conta dos atrasos salariais naquele Hospital, em poucas horas, o prefeito mandou pagar o mês de novembro.

. Nem só de posto de gasolina, carrões e alguns imóveis vive o nosso alcaide. Agora, investe também em cavalos de raça. Segundo se comenta nas esquinas da cidade, Nascimento acaba de adquirir um animal no valor de R$ 240 mil. Haja prosperidade!

. Falar em prosperidade, é impressionante como evolui o patrimônio dos que governam Princesa. Não somente o senhor prefeito, mas também alguns auxiliares (assalariados), apresentam sinais exteriores de riqueza que saltam aos olhos.

. Tudo o que é concedido, pela Prefeitura de Princesa, a título de ajuda de custo, é feito com cheques nominais, devidamente endossados. O problema é que, o cheque, não fica com o beneficiário, mas sim na própria prefeitura. Será esse o motivo de tanta prosperidade?

. Lula acaba de anunciar que o novo Salário Mínimo será de R$ 1.320. Nos últimos quatro anos, é esta a primeira vez que o SM tem aumento real.

. Um dos primeiros atos do futuro presidente, Luís Inácio Lula da Silva, será a revogação de vários decretos presidenciais que facilitam o uso de armas de fogo. Inicialmente, serão revogados 11 dos 17 expedidos.

. Apenas dois deputados da Paraíba votaram contra a PEC do Bolsa Família: Hugo Motta (parceiro de Nascimento) e Edna Henrique, ambos do Republicanos. Os demais, todos, votaram sim.

. Na última quarta-feira (21), o quase ex-presidente, Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira-dama, compareceu ao gramado do Palácio da Alvorada para uma oração com seus poucos apoiadores. Na ocasião, Michelle Bolsonaro entrou em transe. Afinal, foi ela quem pediu para que Deus expulsasse os demônios do Planalto, né?

. Os abraços de hoje vão acompanhados de um Feliz Natal, para; Emília Florentino e Deca, Analúcia Ferreira, Cícero e Yolanda, Quitéria Virgulino, Mª de Lourdes Melo Venceslau, Nilda Lápis de Cor, Janaína Melo, Queópes Lima, doutor Eliakim Lira, Carpejeane, Damiana Araújo, Deiudo José, Sheyla Rodrigues, Dedé dos Correios, Elisabete Antas, Marta Santos, Arley Moura, Dedé de Genésio, Zé de Aloysio e Rosane Pereira. (DSMR, em 24 de dezembro de 2022).




CURIOSIDADES

O BIGODE

O bigode é a parte da barba do homem, que se deixa crescer por cima do lábio superior. Escritos da Roma antiga, dão conta de que o surgimento do uso do bigode se deu no reinado do imperador Tibério (14 a 37 d. C.). No período de domínio desse imperador romano, para pôr à prova a fé dos cristãos, Tibério ordenou que homens saíssem às ruas com uma cruz estampada na face. De bigode e cavanhaque, em obediência à determinação imperial, os homens se apresentavam com algo parecido com a cruz, estampado em seus rostos. A partir daí o bigode passou a ser um uso quase obrigatório. Houve tempo em que os fios do bigode funcionavam como promissórias. Os homens, quando queriam provar alguma coisa, empenhavam fios de seus bigodes numa prova da autenticidade de suas vontades ou compromissos. No século XII, fios dos bigodes serviam também como selos de garantia e eram colados com cera em vários documentos oficiais, confirmando a imutável fidelidade ao que se declarava na escritura. O maior bigode do mundo, é o de um indígena de Singapura, medindo, de ponta a ponta, 1 metro e 65 centímetros. Os bigodes mais famosos que se conheceram, foram os do ditador Adolph Hitler, da Alemanha, que se assemelhava a uma catôta pousada sobre o lábio superior e o do artista plástico catalão, Salvador Dali, que media 25 centímetros. O bigode solteiro (sem a barba), está hoje um pouco fora de moda na parte ocidental do mundo. Em contrapartida, é quase uma constante nos rostos dos homens do continente asiático, principalmente nos países de cultura muçulmana. Mesmo tendo sido cultuado um dia como símbolo de virilidade, nesses tempos modernos em que a barba virou moda e voltou aos rostos dos jovens, o bigode, sozinho, é considerado cafona. Tudo tem seu tempo.




sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

ILUSTRES ANÔNIMOS DA MINHA TERRA

Já fiz rimas pros juízes

Doutores da minha serra,

Já falei das meretrizes

Que vive uma eterna guerra,

Mais agora vou mudar

Pra dar espaço e falar

Dos Ilustres da Minha Terra.


Começo por João Caití

Que se fez um soberano,

Em todo boteco aqui

Foi freguês de muitos anos,

Rugas em seu rosto vinga

Por causa da amiga pinga

Que agora traçou seus planos.


Falo também de Zé Grosso

Duma feição maltratada,

Homem forte, alto e moço

Que vive além e do nada,

Sua vida é um sofrimento

Anda dando passamento

Rolando pela calçada.


Teve o professor “Tózim”

Um homem de meia idade,

Que andou até o fim

Pelas ruas da cidade,

Já falou bem estrangeiro

E no Rio de Janeiro

Trabalhou em Faculdade.


Falo de ‘meu’ Zé Miranda

Que o brejo nos presenteia,

Por aqui quando ele anda

Sempre alguém lhe aperreia,

Dizia com vaidade:

-Aqui na vossa cidade

Sou o campeão de cadeia.


Teve um cidadão calado

Que andava sempre só,

Preguiçoso, encapotado

Fala mansa, ‘bocoió’,

 Um cabra novo ‘mufino’

De um certo modo granfino

Que atendia por Cocó.


Santo Antonio “o cobrador”

De distinta prontidão,

Fama de namorador

E de um bom cidadão,

É gago do início ao fim

E se fizer atchim

Joga pedra até no cão.


Sete Couro andava penso

Já era seu natural,

Sem documento e sem lenço

Levava a vida normal,

Com sua japona preta

Ele saía careta

Em dias de carnaval.


Tião Badé o galã

Namorador de muvuca,

Tereza sua eterna fã

Nunca lhe tirou da cuca,

Por aqui foi campeão

E não nasceu um cidadão

Pra lhe bater na sinuca.


“Seu Musa”, este foi bravo

Sempre vagou por aí,

Descendente de escravos

Também viveu por aqui,

Sem leitura, sem esquema

Foi órfão desse sistema

Foi guerreiro de Zumbi.


E Maria de João Costa

Toda festa era no pé,

Eu até faço uma aposta

Que você sabe o que é,

Numa mesa preta e tosca

Ali se vendia rosca

Seguido de capilé.


‘Luis Borná’ ou Lulinha

Sempre pronto em bacanagem,

Nunca desviou da linha

Pra fazer uma malandragem,

Cabeceiro da mão cheia

Um bonachão sem ‘pareia’

Que amava uma vadiagem.


“Ciço de João Vermelho”

Um ‘galeguim’ bem rosado,

Era toda hora no espelho

Fazendo seu penteado,

Ele amava uma branquinha

Bem cedo, de manhãzinha

Foi malandro diplomado.


Vou falar de Mané Gato

Boêmio de botequim,

Um vivedor desses nato

Que nunca passou ruim,

Pra pintor não tem ‘pareia’

E deixou Princesa cheia

Com o diabo dum ‘pantim’..


Com a voz de locutor

Chegado a um rabo de saia,

cabra bom namorador

Chefe da Rua da ‘Paia’,

Quero aqui mencionar

O Ricardão do lugar

 “Espedito Pade Maia”.


Vou prosseguir e ressalto

Com um cidadão decente,

Nosso ‘Cíço de Adauto’

O seu bigode e seu pente,

Na cachaça é outra linha

Responde por Estrelinha

E é doido pra matar gente.


Não posso esquecer jamais

Do cantor do coração,

Desse boêmio que faz

Chorar gente e violão,

É um galante matreiro

Que quando fala em Cruzeiro

Só lembra ‘Paulo Bocão’.


Tem também outro galã

Taxista há muito anos,

Que de outro galã é fã

E se faz tão soberano,

Provocando redevur

Nosso ‘Bosquim de Lulu’

É o Waldick Soriano.


Vou lembrar de um cidadão

Muito alegre, gozador

Ele é um bonachão

Um boêmio pescador,

Grande amigo do juiz

Por aqui vive feliz

E atende por Pecador.


Boêmio irremediável

Mecânico de qualquer frota,

Edelson foi um sujeito

Sempre pronto na lorota,

Por aqui foi bom rapaz

Amante dos carnavais

E a vida inteira por Cota.


Lembro aqui de Passarinho

Vendendo castanha assada,

Dizendo que Zé Galego

Morreu nessa madrugada,

Esse também tem um amor

A companheira Silô

Sua eterna namorada.


Também não posso esquecer

Nem se omitir da refrega,

Desse que me fez correr

E um dia quase me pega,

Morava num esconderijo

Fedia demais  a mijo

E se chamava ‘Burra Cega’.


Manézinho da carroça

Vou aqui também dizer,

Nunca usou meia e sapato

E se lhe oferecer,

Uma troca na carroça

Por uma morena grossa 

Ele diz não. Pode crer.


Nessa lista masculina

Jamais eu posso esquecê-la

dessa linda concubina

Que os homens sorriam ao vê-la,

A visita era sagrada

Domingo comprar buchada

No cabaré de ‘Estrela’.


Mas também como esquecer

Da Maria Catabí,

De Maria Bate Birro

Que viveu bem por aqui,

Me lembro bem de Arlinda

Fia Côca sempre linda

Com seu look por aí.


E ainda tinha Dasdores

Que morreu numa coivara,

Tinha Bem, tinha Clotilde

E também Rosa Muvara,

Maria Doida guereira

Que vem sua vida inteira

Novinha com a mesma cara.


Nesta lista ainda tem

O velho Mané Pitita,

Chico Raposa, Coquinho

Pamonha que corre e grita,

Dormia la no vapor

Gritava, fazia horror 

Deixando a cidade aflita.


E agora pra terminar

Me desculpe alguma falha,

Mas falo ainda em Fugêncio

Também em Rasga Mortalha,

Relembro  Zé Marcelino

Zé Maceió um menino

Que come toda migalha.


Você pode contestar

Discordar do que rimei,

Pode até ignorar

Das figuras que eu falei,

Não tem brasão de nobreza

Mas ‘Ilustres em Princesa’

Só são esses que eu citei.


Poeta cordelista

Rena Bezerra




LULA-LÁ

     Desde os tempos de escuridão democrática quando o País era comandado pelos militares, existiam setores que almejavam mudanças na sociedade brasileira, alimentando o sonho da instalação de um governo popular lá em Brasília. Isso criou corpo - ainda como embrião - já em 1978, por ocasião das greves dos metalúrgicos em São Paulo e foi crescendo ao longo dos anos, culminando com a anistia e a campanha das “Diretas Já”. Quando da realização, em 1989, das primeiras eleições presidenciais, o que não acontecia desde 1960, grande parte do eleitorado brasileiro já promoveu uma surpresa quando conduziu, Lula (PT), ao segundo lugar pela disputa no segundo turno daquele pleito eleitoral, quando concorreu com o ex-governador de Alagoas, Fernando Affonso Collor de Mello (PRN). Ninguém esperava, foi surpresa geral. Todos achavam que quem disputaria com Collor seria o ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT).

Abertas as urnas do segundo turno constatou-se que Lula quase chegou lá. Animado com esse resultado inesperado, Lula, disputou as eleições seguintes realizadas em 1994 e 1998. Foi derrotado nas duas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno. Com essa performance de quase Lá, Lula metia medo nos detentores do poder econômico. Em 2002, imbuído dessa dificuldade, candidatou-se novamente, porém, teve o cuidado de divulgar uma “Carta Aberta à Nação”, afirmando que, em sendo eleito – em termos de economia -, rezaria pelas cartilhas do stablishment. Em corroboração a essa intenção, botou como seu vice um representante do empresariado, o industrial do ramo têxtil (Coteminas), José de Alencar.

Desta feita, Lula, ganhou a eleição no segundo turno, derrotando o então senador José Serra (PSDB). Naquela campanha eleitoral, embalada pelo hino “Lula-Lá” (aliás, uma criação do princesense Otávio Augusto Pereira Sitônio Pinto), o torneiro mecânico, nordestino pau-de-arara e iletrado chegou Lá. A saga eleitoral de Lula vale menção por que foi realmente um périplo antológico. Para tomar conhecimento das coisas e das necessidades nacionais, Lula criou a “Caravana da Cidadania” e percorreu todo o País por várias vezes; perdeu três eleições presidenciais consecutivas; enfrentou o poder econômico, no entanto, graças à sua persistência e crença no seu ideal, chegou Lá. O mérito não foi somente dele [Lula]. Havia toda uma mobilização para levá-lo ao poder. Instalado em Brasília, realizou um governo que se compara, hoje, em alguns aspectos, aos de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. Eleito em 2002 e reeleito em 2006, comandou um governo transformador quando valorizou a educação; incluiu a região Nordeste no contexto da economia nacional; deu vez aos excluídos, fez a transposição do São Francisco, dotou a saúde de novos parâmetros de atendimento, principalmente voltado aos mais carentes; dentre outras realizações de grande monta.

Não bastasse comandar o País para um novo rumo, foi acusado de comandar uma quadrilha que assaltou os cofres do Estado que foi ao longo de seus dois mandatos, aparelhado para servir a um partido: o PT. Isso, em que pese haver sido uma praxe nos governos que o antecederam, reacendeu a raiva das classes “superiores” dando-lhes oportunidade de antever a possibilidade de apear o metalúrgico do poder. Aí começou a urdidura que culminou com a prisão do ex-presidente, considerado um dos mais populares que o País já teve. Traçaram tudo direitinho, chegando ao ponto de autoridades judiciais [Sergio Moro serem beneficiadas com cargos importantes como que em agradecimento pela contribuição que deram para a derrubada do nordestino iletrado. Não digo aqui que Lula não tem culpa. Porém, pergunto: só ele? E os outros? Afinal, fica a constatação de que os que não queriam Lula-Lá, urdiram competentemente e puseram Lula-Lá, na cadeia, para a decepção e tristeza de seus muitos admiradores e para o deleite dos que estão agora usufruindo o poder sem demonstrar competência para tanto, tampouco evidências de lisura com a coisa pública, pois, baseado nas acusações imputadas aos parentes do atual presidente, faço minha a assertiva de um amigo quando disse: “A gang de Lula formou-se ao longo de seus governos, porém, a de Bolsonaro já veio pronta”.

·         Este artigo foi escrito em 30/05/2019, logo após a prisão de Lula, o que se configurava a derrocada, o fim. Ressurgido das cinzas, o mesmo Lula, está hoje, prestes a assumir a presidência da República pela terceira vez, feito único por um brasileiro. No próximo dia 1º de janeiro de 2023, depois de longas e tenebrosas provações, o nordestino pau-de-arara retorna ao poder, não por nomeação, mas, eleito pela maioria soberana dos brasileiros. Novamente, Lula-lá!




quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

A inesperada repercussão do livro: "Amor, Pecado e Sangue"

São muitas as pessoas que têm me ligado ou passado mensagens para comentar assuntos referentes ao novo livro que acabo de lançar: Amor, Pecado e Sangue - 5 Crimes de Abalaram Princesa. O livro, tem repercutido, principalmente, quanto ao comportamento de algumas das personagens que compõem suas cinco histórias. Por ser uma narrativa que congrega fatos verídicos, que aconteceram no século passado (XX), em Princesa, muitos têm questionado algumas situações que, por sua crueldade, não acreditarem ser verdadeiras.

A maioria dos questionamentos se atêm ao padre Manoel Raymundo de Nonato Pitta - o urdidor do assassinato do doutor Ildefonso Augusto de Lacerda Leite. Poucos são os que acreditam haver, um padre, promovido uma trama tão cruel que descambou na morte do médico que aqui tratava da peste que matava, aos montes, os moradores de Princesa. Outra repercussão que tem causado espécie, é a ordem expedida por uma mãe para que sua filha seja assassinada por seus irmãos. Esses fatos, contidos no referido livro - embora tristes e, por vezes, macabros - são verdadeiros.

São cinco episódios que retratam os costumes de uma época que não existe mais. São cinco histórias que tratam do ceifar de vidas, que deixaram de existir por causa do amor, do ódio, do ciúme, da inveja, da fofoca; enfim, por motivos vãos que atendiam somente à hipocrisia de um tempo em que, a honra, se alojava entre as pernas das mulheres. Em que pese a tristeza que se encerra nas páginas desse livro, alegro-me pela repercussão que está tendo esse meu escrito. Aproveito para informar, que os últimos exemplares, estão à venda em três lojas em Princesa: Farmácia Galileia, Comercial Maia e Art Semi Joias.




Estudantes de Princesa são despejados em João Pessoa

Notícias me chegam da capital do Estado, dando conta de que, os jovens, residentes na Casa do Estudante de Princesa, em João Pessoa, foram despejados do imóvel que os abrigava, motivado pelo não pagamento dos alugueres, atrasados em mais de três meses. Há informações de que, a edilidade princesense, procura outra casa para alugar, no entanto, sem nenhum empenho do senhor prefeito. Será que aproveitarão a quadra para fechar de vez, a Casa do Estudante de Princesa em João Pessoa?

A Casa do Estudante "Antônio Nominando Diniz" - atendendo propositura deste que escreve, quando vereador - foi criada e implantada em 2001, na gestão do prefeito, José Sidney Oliveira. De lá para cá, nesses mais de 20 anos, funcionou, sem interrupção, sob as gestões de Sidney, de Thiago Pereira e de Dominguinhos, servindo, indiscriminadamente, aos jovens estudantes carentes de Princesa. Muitos são hoje formados, graças àquela Casa do Estudante. Somente agora acontece um fato dessa natureza, o que, certamente, causará grande prejuízo à Educação princesense.




Velhos Tempos, Novos Dias

Ontem, 21 de dezembro deste ano de 2022, cedinho da manhã, ao consultar as redes sociais, deparei-me com algo que reputo de grande importância para a história de Princesa: uma mensagem do neto do coronel José Pereira Lima, José Pereira Neto, parabenizando, pelo seu aniversário, Totonho, o neto de Nominando Muniz Diniz ("seu" Mano). Nada mais emblemático do que isso para provar que, o tempo, é uma panaceia para todos os males, inclusive os provocados pela maldita política-eleitoral.

A briga política de Princesa, entre as famílias Pereira e Diniz, que já remonta há quase 100 anos, não é de hoje que vem tendo uma distensão. Letrados e civilizados, os membros da terceira geração de ambos os clãs, civilizadamente, vêm, aos poucos, se dando as mãos, em promoção de um fim pacífico dessa peleja que já foi grande demais. Nos comícios, nos rádios e nos jornais, digladiavam-se (Pereira x Diniz), em impropérios sobre suas posições eleitorais, mas, nunca desabonadores de suas honras.

Em algumas ocasiões, mesmo intrigados entre si, mas, atendendo a interesses eleitorais comuns, habitaram o mesmo palanque. Em mais de uma oportunidade, defenderam (Antônio Nominando e Aloysio Pereira), os interesses de Princesa, sob o mesmo teto da Assembleia Legislativa da Paraíba. Se brigavam nos comícios, nos rádios e nos jornais ali, se ignoravam um ao outro. Com isso, ganhava Princesa, pois, cada um queria mostrar mais serviço em busca dos votos da terrinha. Foi quando Princesa teve protagonismo na política estadual.

Depois de muito tempo, descobriram que bala trocada não dói, se perdoaram mutuamente e deram-se as mãos. Até misturaram os sangues na lide eleitoral, quando a neta do coronel Zé Pereira, Rosane de Gonzaga Bento, fez parte, como candidata a vice-prefeita, na chapa encabeçada pelo bisneto de "seu" Mano, Sidney Filho. Isso em 2016. Perderam a eleição, mas, a intriga, a partir daí também perdeu a graça e hoje, já se confraternizam em conversas informais. Passaram uma borracha no passado em busca de escrever uma nova história para Princesa.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Feliz Natal

 

Se você o ano inteiro

Não partilhou com o irmão 

Não pregou a comunhão 

Não foi um bom companheiro. 

Não foi justo, verdadeiro 

Nem procurou ser leal 

Só visou fazer o mal

Com ódio, não soube amar,

Não tem como desejar

Pra ninguém Feliz Natal.


Mote e glosa 

Rena Bezerra




Decisões do STF restabelecem governabilidade

Com duas oportunas decisões, o Supremo Tribunal Federal - STF, pôs em xeque os superpoderes do Congresso Nacional, quando tirou das mãos dos chefões: Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, presidentes do Senado e da Câmara Federal, respectivamente, o poder de administrar um superorçamento de R$ 19 bilhões. Até que enfim, para o bem da Nação, o famigerado "Orçamento Secreto" foi extinto.

Além dessa decisão colegiada, o ministro do STF, Gilmar Mendes, de uma canetada, determinou que o pagamento dos benefícios do Programa Bolsa Família de R$ 600 + R$ 150 por criança de 6 anos, poderão ser pagos fora do Teto de Gastos. Com o fim do poder imperial, Lira e Pacheco, sentam-se agora para conversar com o futuro presidente Lula de forma mais igualitária, ou seja, restabeleceu-se a governabilidade.

Na verdade, não houve vencidos nem vencedores, apenas o STF chamou o feito à ordem quando restabeleceu a transparência no uso do dinheiro público consignado no Orçamento. Dos R$ 19 bilhões, metade vai para o orçamento normal do Governo e, a outra metade, será incorporada às Emendas Impositivas dos parlamentares, mas, com transparência de concessão e de destino.




8ª Semana Cultural de Manaíra comemora os 61 anos de Emancipação Política

Aconteceu, na última sexta-feira (16), a abertura da 8ª Semana Cultural da cidade de Manaíra. Neste ano, o evento comemora também a 61° Aniversário de Emancipação Política daquele município. Serão oito dias de festa. O evento, está sendo patrocinado pela Prefeitura Municipal, com o apoio indispensável da FUNAAD, sob a coordenação de seu presidente, Valdeny Antas (mais conhecido como "Dido"). No decorrer da semana, vêm acontecendo apresentações de grupos culturais, tais como: Caboclinhos, Boi Bumba, Maracatu, Xaxado, do cantor Delmiro Barros e, hoje (21), haverá um show musical, na Praça da Lagoa, com a participação da banda "Cavaleiros do Forró" É Manaíra em sua maior festa cultural.