ODE

sábado, 28 de fevereiro de 2026

SABÁTICAS

. Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolveu estuprador e, depois de ser criticado por isso, descobriram que ele próprio é acusado de estupro de vulneráveis. Julgou em causa própria defendendo o colega.

. O estuprador absolvido tem 35 anos e vivia maritalmente com uma menina de 12 com a anuência dos pais pobres em troca de cestas básicas. Concordo que a miséria é má conselheira, mas nada justifica uma troca dessa natureza.

. Falar em Justiça, o ministro do STF, Gilmar Mendes, suspendeu a determinação de quebra do sigilo bancário do ministro Dias Toffoli e de seus dois irmãos (um padre e um engenheiro). O trio vendeu um resort de luxo chamado “Taiaiá” a uma empresa ligada aos donos do Banco Master.

. O corporativismo do STF é uma praxe. O ministro André Mendonça liberou os irmãos de Toffoli para não comparecerem à CPMI do INSS. Se não querem depor nem abrir os sigilos para investigação é porque têm algo a esconder.

. Não bastasse a esposa do ministro Alexandre de Morais receber uma fortuna para advogar para a horda do Banco Master e Dias Toffoli andar no jatinho do mesmo banco e vender o Taiaiá aos amigos de Daniel Vorcaro, Gilmar Mendes e André Mendonça tomam atitude que proíbe a investigação. Isso é espírito de corpo ou espírito de porco?

. Falar nisso, há comentários de que, tanto Toffoli quanto Morais, estão sendo investigados pela CPMI do Crime Organizado. Tamo aprumados...

. O assunto da semana foi a quebra dos sigilos: bancário, telefônico e telemático do filho do presidente Lula, o “Lulinha” que, tudo indica, está envolvido nas fraudes do INSS.

. Pelo visto, a campanha para presidente da República, neste ano, será pautada pela “rachadinha” de Flávio Bolsonaro e pelas estripulias do “Lulinha”. Nada de projetos pelo Brasil.

. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na campanha eleitoral de 2024 que, eleito, acabaria com a guerra da Ucrânia em 24 horas. Na última terça-feira (24) essa guerra completou 4 anos e, até agora, nada de paz. Pelo contrário, Trump já pensa em invadir o Irã.

. O princesense Nominando Diniz (Totonho) se despediu do Tribunal de Contas do Estado – TCE/PB na última quinta-feira (26). Antecipou sua aposentadoria para ceder a vaga para livre indicação do governador João Azevedo. Totonho sabe o que faz...

. Pré-candidato a deputado federal, o ex-prefeito de Sousa/PB, Fábio Tyrone, já percorreu quase todo o estado da Paraíba em busca de votos. O resultado está sendo atestado pelas últimas pesquisas eleitorais. O homem figura entre os cinco mais citados.

. Falar em deputado, o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento anunciou, de forma definitiva, que não deixará de votar em Hervazio Bezerra para deputado estadual: ”Se for para eu deixar de votar em Hervazio, eu deixo a política”, disse Nascimento.

. Resta saber se João, Lucas e Aguinaldo acatarão essa decisão pacificamente, afinal, Hervazio já anunciou que, hoje, é oposição ao governo. Ninguém pode servir a dois senhores a não ser que tenha intenções recônditas e inconfessáveis.

. Na mesma entrevista, o ex-alcaide afirmou, descaradamente: “Eu não me submeto nem a dinheiro nem ao poder. Eu sou vacinado contra essas coisas!” Ô cabra direito e arrochado!

. Uma fonte me informou que o prefeito de direito, Garrancho, já está botando as unhas de fora e tomando as rédeas de algumas atividades administrativas. Será que tomou pé? Se não tomar, fica de pés.

. Para encher meu saco, um popular me encontrou na rua, semana passada, e me perguntou se eu escutei a entrevista de Nascimento no rádio. Eu disse que sim; aí o cara aproveitou para dizer: “O homem é um troglodita, fala bem demais né não?” Concordei...

. Algumas pérolas vernaculares de Nascimento em entrevista concedida a uma rádio de João Pessoa: “Nossas opiniões devem serem públicas”; “Parabenizar o gesto do conselheiro e desejardes a Nominando muita luz por ter abrido essa vaga no Tribunal”. Ainda bem que a entrevista foi na capital paraibana, onde ninguém o conhece.

. Isso faz lembrar o saudoso “Nation” e inspira a rememoração de algumas fábulas mirins: “Caim matou Abel”; “Fimatozan”; “Espermatozoide” e “Nascimento matou o português”.

. Em face disso, está explicado o fato de Nascimento haver dito que a Educação de Princesa não deixa nada a desejar em relação ao que é ensinado em Londres.

. Segundo o Portal “Polêmica-PB” a prefeitura de Princesa está na relação das entidades investigadas por vínculos contratuais com a empresa Eireli que é investigada por ligação com o narcotráfico. Somente em licitações, a prefeitura de Princesa tem contratos superiores a R$ 3 milhões.

. Em breve estarei lançando meu novo livro de contos, causos e crônicas, intitulado: “Domingo eu Conto”, a obra já está no prelo. Sei que morrerei pobre e isolado (como vaticinam os que sabem ler), porém, cheio de letras.

. Os abraços de hoje vão para: Lauricea Medeiros e Pipita, Lívia Karine, Alberto Rodrigues, Zuza de Zé do Mato, Zélia Domingos, Assis Bezerra, Érica Nascimento, Romero Marques, Gabriel de Lela, Rogério Francisco, Lourdinha de Zé de Orlando, Nequinho de Vitalino, Francisca Barbosa, Rosário Carvalho e João, Zelma Souza, Jackson Andreotty, Marinês Moura, Leomax Santana, Adriana Dias, Maria França, Romero Fernandes e Chiquita Marreta.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Ex-prefeito de Princesa reafirma apoio a Hervazio Bezerra

 

Num exercício claro de arrogância e insensibilidade política, o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, em entrevista concedida a uma rádio da capital paraibana, reafirmou seu compromisso em apoiar o deputado Hervazio Bezerra em sua pré-candidatura à reeleição. Nada demais estaria contido nesse anúncio se a coisa houvesse sido feita de forma cordata, amistosa e atendendo apenas a um compromisso de amizade o que, certamente, seria compreendido como normal pelo grupo liderado pelo governador João Azevedo.

É claro que eu não tenho informações sobre o que acha o governador sobre as declarações de Nascimento. No entanto, com minha experiência e entendendo que a atividade política deve ser uma prática compartilhada, causa estranheza comportamento do ex-alcaide e, mais ainda, o silêncio do governador, de Lucas e, principalmente, do deputado Aguinaldo Ribeiro sobre essa radical posição de Nascimento quando diz que não abre mão desse apoio e que: "Se eu tiver de deixar Hervazio, eu deixo a política!" Essa declaração faz lembrar aquela música: "Quem és tu, quem foste tu...?"

Para completar, nesse rasgo de autonomia política, o ex-prefeito disse também que foi procurado por Cícero Lucena para marchar junto com ele e que recusou o convite alegando que não quer poder nem dinheiro porque é avesso à essas duas coisas. Se não ridículo, no mínimo risível quando é sabido por todos o amor que Nascimento dispensa tanto ao poder quanto ao dinheiro: ninguém ostenta essas duas coisas com mais intensidade do que ele! O problema é que Nascimento não atinou ainda para algo que é essencial, que é o pensamento dos que detêm o poder hoje. Será que o atual e o futuro governador engolirão isso? A bandeira continua hasteada, mas já está se rasgando.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Nominando Diniz se aposenta hoje do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba

Depois de 22 anos e 10 meses no exercício do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE/PB, Antônio Nominando Diniz Filho, nosso popular “Totonho”, antecipou sua aposentadoria daquela Corte de Contas e se afasta hoje (25) daquele importante cargo. Sua aposentadoria somente ocorreria, compulsoriamente, em dezembro de 2028. No entanto, alegando a necessidade de gerir o patrimônio familiar, Totonho resolveu antecipar seu afastamento.

Detentor de uma vasta folha de serviços prestados no setor público, Nominando, que foi subsecretário de Saúde do Estado: deputado estadual por três legislaturas e presidente da Assembleia Legislativa, há quem diga, não pendurará as chuteiras. Animal político que é, certamente, Totonho adentrará novamente na seara política o que será de grande valia uma vez ser detentor de vasta experiência e peculiar argúcia nessa área. Orgulhosos pelo desempenho desse filho ilustre, Princesa se regozija com seu sucesso.



ANTÔNIO NOMINANDO DINIZ FILHO

ANTÔNIO NOMINANDO DINIZ FILHO, mais conhecido, em Princesa, por “Totonho”, é princesense, nascido em 20 de dezembro de 1953, filho de doutor Antônio Nominando Diniz e de dona Celina Gondim Diniz, neto, portanto, de Nominando Muniz Diniz (Seu “Mano”). Casou-se com dona Ana Cláudia Varandas Diniz, com quem teve os filhos: Renato, Ricardo e Raquel. Nasceu na residência de seu avô, situada à Praça José Nominando no centro de Princesa. Fez seus estudos primários no Grupo Escolar “Gama e Melo”. A segunda etapa dos estudos fundamentais e o curso médio fez em escolas da capital paraibana. Mesmo daqui saído para estudar, Totonho e seus irmãos sempre estiveram muito presentes em Princesa, uma vez que passavam todas as férias escolares em sua terra natal, ocasião em que participavam de todas as manifestações sociais, desportivas, etc. da cidade. Prestou vestibular para o curso de Medicina e, aprovado, formou-se médico pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba. Findo o curso superior, no início dos anos 80, partiu para São Paulo/SP, onde foi fazer Residência Médica, especializando-se em cardiologia. Retornando a João Pessoa, passou a clinicar obtendo muito sucesso profissional.

Em que pese ser membro de família política e, desde criança, demonstrar interesse pelos assuntos inerentes àquela atividade, quando ficava a escutar com atenção as confabulações do avô, com os correligionários, na calçada da “Casa Grande” (como era chamada a casa do velho “Mano”), Totonho não tinha em seus planos, adentrar na seara política. Porém, no início de 1982, foi convocado pelo pai para apresentar-se como candidato a  prefeito  de  sua  terra,  Princesa.  Inicialmente, o jovem   médico resistiu ao convite. No entanto, em face da insistência de doutor Antônio para que o filho o substituísse na lide política, reforçado pelo argumento de que, já aos 60 anos de idade, o ex-deputado não intencionava mais submeter-se às urnas, alegando também que não poderia deixar, “desamparados” os amigos do velho “Mano”, quando dizia: “Enquanto houver um amigo vivo de papai, não abandonarei as disputas eleitorais em Princesa”, o filho de doutor Antônio aceitou a incumbência e partiu para Princesa, pronto para enfrentar nas urnas o ex-prefeito Gonzaga Bento.

Ungido pela convenção do PDS – Partido Democrático Social, fez-se candidato a prefeito de Princesa, acompanhado pelo então vereador Valdemar Barbosa de Almeida como seu candidato a vice-prefeito. A campanha eleitoral não se apresentou favorável ao neto de seu “Mano”, uma vez não ter tido os apoios necessários de alguns de seu próprio partido, a começar pelo então prefeito e correligionário, Batinho. Em face dessa falta de empenho, Totonho foi derrotado nas urnas. Não desistiu. Já em 1986, candidatou-se a deputado estadual, pelo PFL – Partido da Frente Liberal quando, mesmo obtendo boa votação, ficou na 16ª Suplência. Porém, com a vitória do governador Tarcísio Burity, Nominando, prestigiado no âmbito da política estadual, caiu nas graças do governador e este - com raiva de Aloysio Pereira (adversário de Nominando), que o deixara para apoiar o candidato do governo, Marcondes Gadelha -, nomeou o suplente de deputado para o cargo de Subsecretário de Saúde do Estado da Paraíba. Naquela pasta, Nominando se destacou na grande atenção prestada aos vários prefeitos do interior do Estado, dos quais recebeu significativos apoios, credenciando-se assim para disputar, na vera, as eleições de 1990. Nesse ano, candidato novamente a deputado estadual, pelo PDS, Nominando Filho logrou êxito nas urnas, sendo eleito como o 3º colocado no cômputo geral. Depois dessa eleição, o princesense deslanchou politicamente. Foi reeleito em 1994 e em 1998. Nesse último mandato, foi cogitado para figurar na chapa majoritária para a disputa do governo do Estado como candidato a vice-governador do então candidato Cássio Cunha Lima. Já havia sido escolhido pelos seus pares, no início do ano de 1999 para presidir a Assembleia Legislativa no biênio 1999/2000.

Animado para ser vice-governador, nessa corrida, foi ultrapassado pelo então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena Filho, que indicou sua esposa, dona Lauremília Lucena, para ocupar a vaga como candidata a vice-governadora. Preterido para compor a chapa com Cássio, recebeu do então candidato a governador, como prêmio de consolação, a promessa de, quando eleito, indicá-lo para o TCE/PB – Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Eleito, Cássio Cunha Lima cumpriu a promessa e indicou Totonho, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa e assumiu o cargo de Conselheiro do TCE em março de 2003.

Na direção da “Casa de Epitácio Pessoa”, fez excelente administração chegando a credenciar-se, como vimos, a ser candidato a vice-governador nas eleições que se realizariam em 2002. No cargo de Conselheiro de Contas, função que exerce com muita competência até a presente data, chegou a ser presidente daquele Tribunal por dois períodos: 2009/2010 e 2023/2024. Sua assunção ao cargo de Conselheiro o afastou da militância político-eleitoral, porém, ainda hoje tem influência na condução da política de Princesa, dando seus “pitacos”, sempre baseado no tradicionalismo político exercido por sua família no município e, principalmente, pela vasta experiência e argúcia política que lhe é peculiar.

Por influência de Antônio Nominando Diniz Filho, quando no exercício de cargos eletivos, muitos órgãos públicos do Estado foram instalados em Princesa, a exemplo das Gerências Regionais de Saúde e de Educação; Companhia de Polícia Militar e algumas obras carreadas para a cidade através do prestígio político desse princesense que dedicou boa parte de sua vida aos interesses públicos e, consequentemente em benefício de todos os filhos desta Terra. Por tudo que representou na política da Paraíba e de Princesa, está Totonho a merecer homenagens por ser considerado um filho ilustre que dignificou o nome de Princesa em todo o Estado.

Hoje, aos 72 anos de idade, depois do profícuo exercício do cargo de Conselheiro, no que se destacou entre os melhores, resolveu antecipar sua aposentadoria do TCE/PB o que, necessariamente, só ocorreria em dezembro de 2028. Desincumbido agora das obrigações com aquela Corte de Contas, Totonho estará livre para fazer o que mais gosta: política.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A imoralidade de alguns "Morais"

 

"Morais" é um sobrenome que, por si só, já poderia se fazer identificar como coisa aprumada, completa de lisura e, porque não dizer, sinônimo de moralidade. No entanto, com relação a algumas cabeças coroadas que levam essa alcunha familiar como sobrenome, não é o que se constata. Pelo menos, aqui em Princesa, esse filme já passou e foi devidamente arquivado. Já no Brasil, protagonizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Alexandre de Morais, seu principal ator, a película continua sendo exibida tal qual uma série quando, quase todo dia., apresenta um capítulo diferente.

Paladino da moralidade quando se fez corajoso, enfrentou tudo e a todos e comandou o processo que condenou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e seus asseclas que planejaram um golpe militar, Morais se tornou grande perante a sociedade. Passado pouquíssimo tempo, foi o bastante para a constatação de que, os pés da moralidade eram de barro. O homem da lei foi pilhado com envolvimento nas falcatruas do Banco Master quando veio à tona que sua esposa é uma advogada contratada por uma fortuna para defender a quadrilha que comanda aquela instituição financeira fraudulenta.

Agora, tentando cobrir o sol com uma peneira, Alexandre de Morais manda investigar todo mundo que fala alguma coisa que não seja do interesse de suas conveniências em encobrir sua dupla personalidade. No STF, o homem é uma vestal; na vida particular, se expõe envolvido em coisa errada como os demais mortais e se aproveita do cargo para coibir qualquer ação que possa trazer à luz esclarecimentos sobre malfeitos cometidos por si e por alguns de seus colegas de tribunal. Para Morais, escreveu-não-leu, tornozeleira nele. Lamentável que toda a moralidade que acumulou na condenação dos golpistas caia por terra pelas imoralidades que pratica.



sábado, 21 de fevereiro de 2026

SABÁTICAS

. Findo o Carnaval, os motores da política-eleitoral serão religados com intensidade total. A partir de agora as coisas começarão a se definir e o quadro sucessório na Paraíba tomará uma posição mais clara.

. No início de abril próximo, em plena Semana Santa (4), o governador João Azevedo e o prefeito de João Pessoa deverão se afastar dos cargos que ocupam para se candidatarem a senador e governador, respectivamente. A partir daí a batida do bumbo pode mudar.

. Em breve, também o grupo que faz oposição em Princesa deverá se reunir e definir quem serão os candidatos que apoiarão nas próximas eleições. A expectativa é grande sobre a união e os nomes escolhidos.

. O conselheiro Nominando Diniz sai do TCE/PB agora em março e deverá ser o primeiro suplente de senador na chapa encabeçada pelo governador João Azevedo (PSB). Para sua vaga na Corte de Contas, deverá ser indicado o secretário Deusdete Queiroga.

. Em Princesa, o vice-prefeito Fábio Brás anunciou que o erário municipal gastou cerca de R$ 1,6 milhão com as bandas que tocaram no Carnaval. Estranho é que, desde novembro do ano passado, o nosso município está sob decreto de Calamidade Pública.

. Falar em Carnaval, o deste ano superou em muito os de anos anteriores. O sucesso maior foi o Bloco das Virgens que trouxe alguns homens vestindo fantasias luxuosas que nada deixam a desejar em relação às exibidas na Marquês de Sapucaí. Se a moda pega...

. A Escola de Samba “Unidos do Cruzeiro”, depois de cinco anos sem se apresentar renasceu neste ano e veio com todo toro. Deu show na avenida com seus passistas. A Ala das Baianas foi o destaque.

. Quem se destacou também no Carnaval de Princesa foi o jovem Giovanni Nominando. O novo nome do clã Diniz na política princesense se fez presente em quase todas as manifestações momescas. Já o ex-alcaide Nascimento sumiu do mapa

. Depois de descobrirem que seu nome consta na agenda telefônica do dono do Banco Master, o ministro do STF, Dias Toffoli, que era o relator das investigações sobre as falcatruas daquele banco, renunciou à função de relator em favor do ministro André Mendonça.

. Ao assumir, Mendonça já mandou abrir o sigilo das investigações e mandou o presidente do Senado devolver o material das investigações à Polícia federal com extensiva entrega também para a CPMI do INSS. Pelo visto, as investigações tomarão um novo rumo. Pelo visto, a merda vai virar boné.

. Já o ministro Alexandre de Morais, envolvido até o gogó nas investigações do Master, quando sua esposa é advogada da massa falida recebendo mais de R$ 3 milhões por mês, está mandando botar tornozeleira em qualquer um que tente investigar o envolvimento de altas autoridades nesse rumoroso caso.

. Depois de chamar o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle de macacos, o presidente Donald Trump se prepara para bombardear o Irã. O sucesso obtido no sequestro do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, dá Trump o vigor necessário para bagunçar o mundo.

. Falar em Trump, depois de a Suprema Corte dos estados Unidos determinar que o tarifaço imposto pelo galego é ilegal, o véi chamou os ministros que votaram contra seus interesses de “idiotas” e “estúpidos”.

. Com essa determinação judicial, os EUA deverão devolver cerca de U$ 175 bilhões às empresas exportadoras que foram taxadas ilegalmente. Se não houver um freio, esse véi vai tocar fogo no mundo.

. Ontem, na cidade de Bayeux, uma sessão da Câmara Municipal foi interrompida por um peido. Sem aguentar o fedor nem identificar o autor da flatulência, a presidente da Casa encerrou a sessão. Vôte!

. Os abraços de hoje vão para: Jailma Teodósio, Giovanni Nominando, Socorro de Zé da Bodega, Marquinhos Lira, Leda Macaxeira, Antônio Maximiano, Francelina Soares, Luciano Ferro Véi, Sineide Barros, Arnales Aniceto, Socorro Maria, Jaílson Morais, Fátima Caboclo, Arley Moura, Nilzinha, Sandro e Édson Mandú, Neco Limeira, Cobra, Lourdinha Macaxeira, Elenildo e Leninha Arruda, Sidney Arruda, Arnaldo da Laje, Ninha de Zé do Prego, Arnaldo de Zé de Ana e Luquinha.  


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Conselheiro Nominando Diniz se aposenta em março

Agora é prego batido e ponta virada, o conselheiro Antônio Nominando Diniz Filho, por nós conhecido por “Totonho”, vai mesmo antecipar sua aposentaria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. O que só ocorreria em dezembro de 2028 vai acontecer agora em março quando, Nominando, concedendo um mimo ao governador João Azevedo, sai daquela Corte de Contas para ceder uma vaga a ser indicada pela Assembleia Legislativa que deverá ter a influência do governador e lavar para o TCE/PB o ex-deputado Deusdete Queiroga.

Nominando, que foi deputado estadual por três legislaturas e também presidente da Assembleia Legislativa é um amante da política eleitoral e já dizem que, em retribuição a esse gesto, o governador o convidou para figurar na sua chapa como primeiro suplente de senador. Negando seu retorno à seara política, Totonho afirma que vai agora se dedicar à administração do vasto patrimônio deixado pelo avô Nominando Muniz Diniz (“seu” Mano) e também construir, em Princesa, um Instituto (memorial) que deverá resgatar a História política de sua família.

Além do convite do governador para a primeira suplência, falam, a boca pequena, que Nominando quer mesmo voltar à militância política. Na verdade, o conselheiro é um animal político, amante dessa atividade. Bisneto de vereador; neto de prefeito e deputado estadual; filho de prefeito e deputado estadual, Totonho, mesmo que queira, jamais se apartará da lide política: está no sangue. Aos 72 anos de idade, gozando de excelente saúde e com vasta experiência e argúcia política, ninguém duvide que Totonho não venha a ser candidato a prefeito de Princesa em 2028. Aguardem...



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Um balanço da festa de Momo

 

Passado o Carnaval e findo o recesso obrigatório para os que gostam da folia, o blog volta ao normal, até porque, em face da anestesia geral a que é submetido o pais, pouca ou nenhuma coisa importante acontece nesse período além das alegrias e consequentes violências inerentes ao período. Folião que sou, estive presente na fuzarca desde quinta-feira da semana passada até a quarta-feira desta que encerra do Carnaval com o bloco "Traira na Vara". Vale a pena curtir a ressaca provocada pela alegria contagiante da melhor festa do mundo.;

Num balanço sucinto, o Carnaval de Princesa deste 2026 foi um sucesso de público e de alegria. Começou com "O Cariri da Princesa", na quinta-feira, com seus bonecos gigantes, seguido pelo "Galo do Maia" na sexta-feira, bloco que se constitui, hoje, um aglomerado gigante. No sábado, o "Bloco das Virgens" o maior de todos que, neste ano, apresentou alegorias que não deixam a desejar em comparação com as do Rio de Janeiro. Numa tradição que já remonta há mais de 100 anos, os caretas, em Princesa, já começam a se apresentar no início do mês de janeiro e, neste ano, estiveram mais bem vestidos e mais organizados.

Nos dias normais do Carnaval, a folia correu solta pelas ruas da cidade com vários blocos se apresentando o que culminou com bandas tocando na Praça da Estrela. Coroando a festa de Momo, na terça-feira, desfilaram os blocos: "Arapapacas" e a "Escola de Samba do Cruzeiro". Para encerrar a festa, como disse antes, a "Traíra na Vara" desfilou na manhã da quarta-feira arrastando uma quantidade de foliões nunca vista nessa modalidade. Agora, tudo volta ao normal e, as coisas no Brasil, voltam a acontecer porque, neste ano de Copa do Mundo e de eleições gerais, o bicho vai pegar.



sábado, 14 de fevereiro de 2026

SABÁTICAS

. Na última quinta-feira (12) desfilaram os blocos carnavalescos “Cariri” e “Bira & Love”. Juntos, esses dois blocos tradicionais animaram as ruas de Princesa na abertura do Carnaval.

. Mas, foi o “Galo do Maia”, que desfilou ontem (13) que casou o maior sucesso. Mesmo debaixo de chuva, o bloco arrasou acompanhado por cerca de duas mil pessoas. Hoje, o Galo se compara com o bloco das Virgens que sai neste sábado.

. Mesmo com pouca consciência da importância que tem, o prefeito Garrancho estava no meio da folia confraternizando com o povo e eu, num gesto de que as nossas divergências são apenas no campo da política, meti maizena na cara dele.

. Garrancho é um democrata, no entanto, é lamentável que se submeta a um autocrata.

. Numa entrevista concedida a um portal noticioso durante esta semana que termina, o ex-alcaide Nascimento afirmou que a Educação de Princesa nada tem a dever à Educação da Inglaterra: “A educação que é ministrada na Escola “Carlos Alberto” nada tem a dever à que é dada em Londres”, disse Nascimento.

. Além de acintosa, essa afirmação cai por terra quando sabemos que a maioria dos alunos das quintas e sextas séries têm dificuldade para leitura e escrevem errado.

. Aliás, até a secretária de Educação tem dificuldade de ler de “carreirinha”: No último “Café com deus”, a secretária, lendo a palavra de deus, atrapalhou-se diversas vezes. Acho que ela está mais acostumada a ler em inglês.

. O conselheiro Nominando Diniz afirmou ao jornalista Tião Lucena que vai se aposentar do TCE/PB para cuidar do inventário dos bens deixados por seu avô. Essa estória está mal contada. Nominando gosta mesmo é de fazer política. Aguardem...

. Na cidade de Caratinga/MG, um padre se negou a dar a comunhão ao deputado Nikolas Ferreira porque o parlamentar votou contra o Projeto de Lei “Gás do Povo”. É assim que está o Brasil: dividido entre Lulistas e bolsonaristas.

.  Os abraços de hoje vão para todos os foliões de Princesa.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Hoje é dia de "Cariri" e "Bira & Love"

 

Logo mais, a partir das 18h00 desta quinta-feira (12), com concentração na Praça da Saúde, estarão se preparando para desfilar, os tradicionais Blocos Carnavalescos: "Cariri da Princesa" e "Bira & Love". O Cariri, que exercita hoje sua 37º edição, foi fundado em 1990, o que lhe dá o status de ser o bloco mais antigo de Princesa em funcionamento. O Bira & Love, que tem 28 anos de apresentação, formará conjuntamente com o Cariri num congraçamento que só valoriza o Carnaval princesense. A composição carnavalesca percorrerá as principais ruas da cidade culminando com sua dispersão, na Praça da Estela.



A personificação da mentira e da hipocrisia

 

Ontem (11) o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, num pronunciamento rápido, via redes sociais, louvou a entrega de óculos pela prefeitura de Princesa para pessoas carentes, afirmando que, esses óculos são iguais aos que ele próprio usa. Sob um crucifixo dependurado torto numa parede, Nascimento mentiu quando disse as cangalhas óticas, para os pobres, são iguais às suas e, além de fazer propaganda eleitoral antecipada quando citou os nomes de seus "parceiros" políticos, todos pré-candidatos nas eleições de outubro próximo, foi hipócrita ao extremo.

A hipocrisia, que nasce desde a invocação de Deus em tudo o que diz e faz, se exacerba quando todo mundo sabe que, na área da Saúde, nenhum município da Paraíba é mais sofrível do que Princesa. Semana passada, uma jovem mulher foi vítima de um aborto espontâneo e procurou o Hospital Regional (que é administrado pela prefeitura). Lá chegando, foi imediatamente encaminhada para fazer uma curetagem em Patos/PB. Lembramos, que esse procedimento já era feito em Princesa na década de 1960 quando doutor Zezito Sérgio clinicava no Hospital São Vicente de Paulo.

Não bastasse isso, na mesma semana, outra senhora pobre da nossa cidade, procurou um Posto de Saúde da Família para realizar um procedimento de simples curativo numa lesão e, para tanto, teve de comprar o material para esse curativo porque o PSF não dispunha desse necessário insumo. Pelo que vemos, a propaganda de Nascimento tem o intuito apenas de promover seus pré-candidatos às eleições de outubro num claro exercício de propaganda eleitoral extemporânea. A realidade da nossa Saúde é completamente outra e, mesmo assim, eles dizem que Deus continua lhes abençoando, e o povo, Ó...



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pré-candidato a deputado federal, Fábio Tyrone, divulga Nota de Esclarecimento

 

No afã de dirimir dúvidas sobre a viabilidade de sua candidatura a uma cadeira na Câmara de Deputados, o ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado federal, Fábio Tyrone - em face de boatos infundados de que a Justiça o tornou inelegível - divulgou, nesta manhã de quarta-feira (11), uma Nota de Esclarecimento restabelecendo a verdade. Segundo a assessoria jurídica de Tyrone, tais boatos têm o condão somente de induzir a opinião pública a erros quando antecipa conclusões que não têm respaldo na verdade.

Segundo a Nota, a afirmação de que o processo em que Tyrone figura como acusado já foi transitado em julgado é pura falácia e que tal afirmação não corresponde à realidade processual: "O referido processo não se encontra definitivamente encerrado, uma vez que a defesa dispõe de recursos legalmente previstos, os quais poderão ser apresentados e apreciados pelas instâncias, nos termos do devido processo legal", acrescenta que Fábio Tyrone confia plenamente na Justiça e reitera sua convicção de que, com a reapreciação adequada sua inocência será devidamente comprovada.




Movimentos de Lula e investigações do Banco Master podem alterar o quadro eleitoral da Paraíba

Primeiro o presidente Luís Inácio Lula da Silva em seus movimentos em prol de palanques Brasil afora, pode mexer na política da Paraíba. No último final de semana, o presidente convidou, para um churrasco na Granja do Torto, o presidente da Câmara Federal, o deputado Hugo Motta que levou, a tiracolo, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira. Nas conversações políticas, há quem diga que Lula acenou com a possibilidade de emprestar apoio à pré-candidatura do pai de Motta, Nabor Wanderley, ao Senado. Se for verdade, como fica a reeleição de Veneziano? Todo mundo sabe que, em eleição, os interesses do momento falam mais alto.

Já com relação às investigações do escândalo financeiro patrocinado pelo Banco Master, nas coxias, as conversas dão conta de que as investigações já se aproximam de políticos importantes da Paraíba, figurões que estão envolvidos até o pescoço com as falcatruas do Daniel Vorcaro. Nesse diapasão, muitas das alianças e articulações políticas podem vir por terra quando a bomba estourar. Punição de verdade para políticos corruptos todo mundo sabe que não há. Porém, quando a imprensa divulga envolvimento de políticos com falcatruas, a casa cai. Segundo algumas fontes da política estadual, tem nego cortando prego. Quem viver, verá.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ex-prefeito de Princesa acusa antecessores de débitos milionários

Num claro objetivo em desmerecer seus adversários políticos, o ex-prefeito Ricardo Pereira do Nascimento, em entrevista concedida à Rádio Princesa FM no último sábado (7), alardeou que seus antecessores: José Sidney Oliveira, Thiago Pereira de Sousa Soares e Domingos Sávio Maximiano Roberto, este que escreve, são objeto de imputação de débito, pelo TCE/PB, no valor de R$ 60 milhões em favor do município de Princesa, acrescentando que se esse débito for saldado, a prefeitura de Princesa poderá conceder isenção de impostos a toda a população por um período de 5 anos. Deveria ter sido tácito nessa assertiva.

A retórica maléfica do ex-gestor repercutiu no noticiário, da mesma emissora, durante todo o dia de ontem como se fora isso algo novo e totalmente verdadeiro. Esses débitos a que Nascimento se refere são imputações de multas ou de devolução de recursos por contas que foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado; algumas delas ainda em litígio e passíveis de reforma. Ademais, os julgamentos consideraram falhas técnicas que não trouxeram prejuízo ao erário e que, nem sempre, foram culpa dos gestores, inclusive, existe uma nova lei que não imputa culpa ao gestor por erros técnicos de outrem.

O intuito de Nascimento, num claro exercício de inversão de valores (quem disso usa, disso cuida), é o de bradar aos quatro ventos que os ex-prefeitos se locupletaram com os dinheiros públicos. Aponta para nós com seu dedo sujo, pois, é do conhecimento de toda a população princesense que nenhum dos três: Sidney, Thiago e Dominguinhos, depois de deixarem a prefeitura, apresentaram sinais de riqueza. Já dizia o coronel Zé Pereira: "dinheiro, amor e tosse, ninguém esconde" . Diferente de Nascimento que desde que assumiu a prefeitura de Princesa aumentou seu patrimônio em milhares de reais e faz questão de ostentar carrões e se apresentar como um dos principais negociadores imobiliários da cidade. Já dizia Nelson Rodrigues: "Atrás de todo paladino da moral, vive um canalha".



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Prefeito Coco participa de entrega de kits escolares

 

Numa tácita demonstração de compromisso e valorização da Educação Municipal, o prefeito de Tavares, José Genildo da Silva, mais conhecido por Coco de Odálio, participou, nesta semana, da entrega dos kits de material escolar para o alunado da Rede Pública Municipal de Ensino. A entrega do material ocorreu na Escolas Reunidas Padre Tavares Arcoverde e nas Escolas dos Distritos e Povoados de Tavares num clima de muita festa e satisfação por parte das crianças, pais e professores: "É gratificante ver a felicidade das nossas crianças e saber que estamos contribuindo para um melhor aprendizado", afirmou o prefeito. Nesse evento, ao lado do prefeito, estiveram: a vice-prefeita Lenira Almeida, a Secretária de Educação, Eurides Medeiros, o Chefe de Gabinete Umberto Ribeiro e a vereadora Graça do Silvestre.



Ex-prefeito de Princesa concede entrevista polêmica na Rádio Princesa FM

 

Ninguém sabe se na "vera" ou encenação. O fato é que, em entrevista concedida ao Programa "Poder e Notícia" , no ultimo sábado (7), o ex-alcaide Ricardo Pereira do Nascimento se excedeu em chiliques nervosos quando disparou sua metralhadora descompondo todo mundo do meio político o que provocou a reação do jornalista Júnior Duarte que o admoestou sobre sua arrogância: "Você não é dono de Princesa" . Em disparada verbal, Nascimento, esquecendo de falar sobre os problemas administrativos e criminais de seu longo mandato, aproveitou para soltar farpas contra seus adversários.

São muitas as falcatruas que envolvem o ex-prefeito e, as mais recentes, que tratam das investigações dos cheques endossados e sacados na boca do caixa dos bancos, sobre isso, ele sequer triscou no assunto. Como que para encobrir suas estripulias, Nascimento usa o ataque como defesa. Não bastasse isso, ele acha que, prosperidade com dinheiro público é mérito. Pois sim, pavoneia-se com carrões, roupas de marca e balangandãs dependurados pelo corpo como se o povo não soubesse que sua renda é incompatível com essas demonstrações exteriores de riqueza.

Complicado para a população de Princesa é saber que, até agora, nem as urnas, tampouco a Justiça, têm sido pródigas em promover ações que alcancem esse descaramento financeiro do ex-alcaide e de seus aliados mais próximos. Nunca se viu, em Princesa, tanta prosperidade financeira sem origem justificável. E, o mais grave, é que nem respeito eles têm aos que bancam essa orgia financeira quando fazem questão de ostentá-la despudoradamente. A prefeitura de Princesa é a única cidade no Brasil que ainda opera com cheques e é aí que reside o segredo de tanta prosperidade ilícita. Verdade ou farsa, o fato é que Júnior Duarte criou coragem engrossou pescoço e enfrentou o despudorado.



A Tragédia de Piancó

Há exatos 100 anos, no dia 9 de fevereiro de 1926, aconteceu, na então Vila de Santo Antônio de Piancó, o trucidamento do padre Aristides pela Coluna Prestes. Em homenagem a esse evento histórico, discorremos sobre esse sacerdote polêmico que contribuiu com a História recente da Paraíba.

Aristides Ferreira da Cruz é uma das figuras mais emblemáticas da história recente da Paraíba. Polêmico, foi protagonista de um dos episódios mais violentos e cruéis ocorridos em nosso Estado no século passado, o que culminou com sua morte. Em suas atividades político-religiosas, com seu temperamento tumultuado e forte, enfrentou os poderosos da política do município de Piancó e da alta cúpula da Igreja Católica paraibana. Galgou o posto de chefe político daquela Vila sertaneja e, pelas atividades não condizentes com os interesses da Santa Madre Igreja, foi suspenso de ordens pela autoridade eclesiástica do Estado. Malgrado sua importância na história do nosso Estado, Padre Aristides vem, ao longo do tempo, sendo relegado ao esquecimento. São muitos os que não conhecem essa fascinante trajetória, o que está inserido num dos momentos mais turbulentos da História da Paraíba.

O padre Aristides Ferreira da Cruz, nasceu em 18 de junho de 1872 na fazenda Lagoa, pertencente à então Vila de Pombal/PB. Era filho de Jorge Ferreira da Cruz e de dona Joana Ferreira Chaves. Ainda criança, transferiu-se do lugar onde nasceu e foi morar na Zona Rural da Vila de Catolé do Rocha. Ali, estudou as primeiras letras com o professor particular, Antônio Gomes de Arruda Barreto. Findos os estudos fundamentais, foi mandado pelo pai para estudar no Seminário do Crato/CE. Aberto um Seminário na capital da Parahyba, para lá se transferiu onde terminou seus estudos de humanidades, filosofia e teologia e foi ordenado padre em 1º de novembro de 1901, na capital paraibana. Feito sacerdote, foi designado para ser vigário da freguesia de Caraúbas, no Rio Grande do Norte. Pouco tempo depois, se tornou auxiliar do bispo diocesano de Parahyba (atual João Pessoa), Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques.

Aristides, que no início dos estudos se apresentara um aluno medíocre, péssimo no aprendizado da língua vernácula e pior ainda no do necessário latim; mais tarde, porém, mostrou-se com alguma aptidão para filosofia, lógica, latim e, surpreendentemente, para línguas estrangeiras. Rápido no aprender do idioma francês, mesmo antes de ser ordenado padre, assumiu, no Seminário aonde ainda estudava, a cadeira de mestre naquela disciplina. Professor de francês, o quase padre, teve como seus alunos: José Pereira Lima (futuro coronel e chefe político de Princesa); José Américo de Almeida; Irineu Jóffily; Heretiano Zenaide; Severino Montenegro; Inocêncio Justino da Nóbrega, dentre outros que se destacaram mais tarde na política paraibana.

No início do ano de 1902, por ocasião de uma visita pastoral do bispo dom Adauto à velha Vila de Santo Antônio de Piancó - quando se fez acompanhar de seu auxiliar, padre Aristides -, atendendo apelos do vigário daquele lugar, padre Abdon Melibeu Lima, que pedia transferência dali por motivos de saúde precária, o prelado paraibano aceitou o pedido de exoneração do padre Abdon e, imediatamente, nomeou Aristides para substituí-lo como vigário daquela paróquia. Sem pensar duas vezes, o jovem sacerdote aceitou a nova incumbência. Nomeado vigário de Piancó, logo se fez ávido em assumir a paróquia, o que aconteceria no dia 25 de agosto daquele ano de 1902. A posse do novo pároco foi realizada com grande festa e logo, o novo gestor paroquial, pôs-se a cuidar de sua nova responsabilidade eclesial. Terminou a obra de construção da Igreja Matriz, reformou e construiu novas capelas nos Povoados e Distritos da velha Vila de Piancó, dotou a Igreja Matriz de novas alfaias, criou novas associações religiosas e reorganizou tudo na paróquia que acabara de assumir.

Feito vigário do lugar, o padre Aristides logo conquistou a simpatia do povo humilde daquela remota Vila sertaneja, e caiu também nas graças do chefe político de Piancó, o médico e deputado federal, doutor Felizardo Toscano Leite Ferreira - este, chefe de um clã que governava aquele termo com influência absoluta há mais de duzentos anos. Os “Leite” tinham preponderância política não somente restrita a Piancó e adjacências, mas também no âmbito do Estado e na então capital federal, o Rio de Janeiro. Nas palavras do padre Manoel Otaviano: “Não havia um voto contra ele em Piancó. Nos grandes prélios eleitorais, os chefes do Partido já sabiam que, em Piancó, a votação seria unânime”. Tudo na Vila passava pelas mãos e pelas ordens do doutor Felizardo. Ninguém discutia suas determinações. Mesmo vivendo no Rio de Janeiro, onde exercia o cargo de deputado federal, seus representantes locais reverberavam sua vontade de forma inquestionável.

Esse poder, aliado a um mandonismo absolutista foi, aos poucos, causando incômodo ao novo vigário. Mesmo assim, Aristides continuava aliado do coronel Felizardo Leite. No entanto, homem de têmpera, não se submeteu completamente. Sempre crítico sobre algumas decisões do chefe político, começou a discordar de algumas orientações, o que se apresentou bastante para o começo da liça. Pondo à vista comportamento mais ou menos independente das orientações vindas do Rio de Janeiro, o padre passou a fazer, em suas prédicas dominicais, algumas observações desafiadoras ao poder vigente na Vila de Piancó. Esse tipo de ação não agradou aos áulicos de Felizardo que passaram a comunicar-lhe, através de cartas, sobre o comportamento rebelde do padre. Comentários desabonadores começaram a ser divulgados dando conta de que o chefe político não estava satisfeito com as atitudes do sacerdote, o que foi o bastante para que Aristides, contrariado por esses comentários, passasse a expor suas opiniões publicamente e com maior vigor.

Sem temer o tamanho do inimigo que iria enfrentar, o padre engrossou o pescoço e não quis mais ser liderado. Seria ele próprio o líder! A partir de então, arregaçou as mangas e passou a atacar, abertamente, o doutor Felizardo Leite. Segundo o autor do livro: ”A Coluna Prestes na Paraíba”, Manuel Otaviano, p.p. 63/64, sobre o padre Aristides:

Corajoso, decidido, lançou-se ao campo da luta e desenvolveu sua propaganda contra a família Leite, nos povoados, nos Distritos, nas fazendas, nos jornais, na tribuna popular, em qualquer parte, como quem estava disposto a sacrificar a própria vida. Todas as armas, desde a verdade até a calúnia, eram boas para jogar contra os seus grandes inimigos. Gritava na praça pública que era preciso acabar, em Piancó, com a escravização política, com o regime do quero, posso e mando.

Em pouco tempo, o padre Aristides congregou elementos simpáticos à sua causa e, logo, obteve o apoio de próceres da política estadual, desafetos dos “Leite”, a exemplo dos senhores Epitácio Pessoa e Venâncio Neiva, o primeiro, a quem haveria de servir quando contribuiria fortemente para sua vitória eleitoral para o Senado em 1915. Corria o ano de 1913 e o coronel Felizardo Leite resolveu fazer uma visita a Piancó. Em sua vinda do Rio de Janeiro, fez parada na capital paraibana e, num encontro marcado com o bispo Dom Adauto, aproveitou para apresentar ao prelado um dossiê com várias acusações contra o vigário de Piancó, algumas de ordem moral.

Dizia-se, aos cochichos, que o padre Aristides mantinha em casa uma sobrinha sua, com a qual mantinha concubinato. Além disso, era voz corrente que o padre tinha uma amante no Distrito de Água Branca. Era uma moça de nome Maria José, a quem chamavam de “Quita”, que o sacerdote havia convidado para cantar no coro da Igreja e, diziam as más línguas, que com ela, o cura mantinha um relacionamento sexual. Tudo isso constava do dossiê entregue ao bispo pelo coronel piancoense. Diante dessas fortes acusações sobre sua vida privada e, dada à influência de Felizardo Leite, a autoridade diocesana acatou a denúncia e exonerou, sumariamente, o padre Aristides, da chefia da paróquia da Vila de Piancó. Para seu lugar nomeou o padre Elizeu Duarte Diniz que era de Triunfo/PE e muito amigo do coronel Zé Pereira de Princesa. Elizeu passou poucos dias à frente daquela freguesia, sendo logo substituído pelo padre Manuel Otaviano que ficou no comando da paróquia até a derrocada do padre Aristides. Irado com a punição recebida, Aristides revoltou-se contra o bispo da Parahyba, dizendo: “Vou ensinar dom Adauto a ser bispo”.

Saído da capital da Parahyba, o deputado Felizardo Leite, dirigiu-se à sua terra, Piancó. Ali chegando, convocou o padre Aristides para uma conversa. Chegando à casa do coronel, o sacerdote pensou que teriam uma conversa amigável. Qual não foi sua surpresa quando o doutor Felizardo o admoestou severamente quanto às posições que havia adotado na sua ausência, chamando o feito à ordem, e comunicando que a partir dali, não mais toleraria sua insubmissão ou qualquer dissidência. Surpreso com a atitude do chefe político, o padre Aristides não arrefeceu e desafiou o coronel dizendo que, a partir dali, em que pese serem compadres, Felizardo Leite o teria agora como inimigo e que tudo faria para destruir o mandonismo da família Leite na Vila de Piancó. O tempo fechou. O padre pegou seu chapéu e retirou-se da casa do deputado e, exercitando seu latim, no terreiro da casa, virou-se e soltou o seguinte veredicto: “Alea jacta est!” (A sorte está lançada!) e partiu em seu desiderato de combater, sem tréguas, seu ex-correligionário.

Com esse rompimento formal, o doutor Felizardo Leite voltou ao Palácio do Bispo e exigiu do prelado uma punição mais grave contra o pároco rebelde, no que foi prontamente atendido por dom Adauto. Em carta-aberta, para ser lida na Igreja Matriz e em todas as capelas da freguesia de Piancó, o bispo de Parahyba determinou a suspensão de ordens do padre Aristides Ferreira da Cruz. Com isso, estaria ele [o padre] proibido de celebrar missas, ministrar casamentos e batizados, ouvir confissões ou realizar quaisquer ofícios religiosos. Malgrado essa determinação episcopal, em descumprimento dessa ordem, Aristides continuou recebendo confissões e celebrando missas e sacramentos a seu bel prazer. E mais, mandou buscar “Quita”, a jovem água-branquense, para morar consigo e com ele viver maritalmente em sua casa, na Vila de Piancó. Para completar a desobediência e o escândalo, desse relacionamento, nasceram quatro filhos: Jorge; Sebastião; Aristides Filho e Joanita

Essa decisão causou uma verdadeira zaragata, o que o padre justificou dizendo: “Agora não é mais calúnia, agora é verdade a maldade que me imputaram e que agora me obrigam a fazer”. Reuniu alguns amigos e correligionários em sua casa e proferiu esse curto discurso: “O bispo errou e me fez errar. Já que estou sendo punido por uma coisa que não fiz, vou arranjar um motivo real para a punição”. Era assim Aristides, impetuoso, desafiador e destemido. Em Praça Pública, o padre Aristides deu satisfação dos seus atos àqueles que o acompanhavam. Do livro do padre Manuel Otaviano, p.p. 88:

Não se admirem dessa loucura. Dessa queda de costas que me fez rolar até a lama. Vocês me conhecem e sabem que não sou homem para apanhar calado. Nem se mirem em meu exemplo. Sou o primeiro a reconhecer o meu erro. A Igreja não tem culpa dele. É ela uma instituição suprema que paira acima dos erros de seus delegados. Ninguém perca a sua fé porque errei. Também não lhes dou o direito de falar ou dizer mal de meu superior. Só eu posso falar, porque só eu fui o ferido. Não confundam religião com política, nessa desgraçada campanha que poderá nos desgraçar também. Fui, por muitos anos, vigário desta terra e vocês todos conhecem o quanto de sacrifício despendi em bem da religião que me fez sacerdote. Tanto suor derramado!!!... Deus sabe das minhas intenções, quando pisei Piancó, como seu vigário. Sejam bons e peçam a Deus que eu não seja sempre mau. Mas Ele não me tire a vida, antes que eu tape a boca do último Leite, em Piancó”.

A partir daí travou-se a maior luta entre o padre, o deputado Felizardo Leite e o bispo dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques. Após a vitória do partido comandado por Epitácio Pessoa, em 1915, a orientação partidária na Parahyba mudou de mãos e, com a eleição do doutor Camilo de Hollanda para a presidência do Estado, em 1916, o poder político em Piancó passou a ser comandado pelo padre Aristides. Com isso, a briga recrudesceu mais forte, agora, em perseguição ferrenha aos partidários do médico Felizardo Leite. Novamente nas palavras de Manuel Otaviano, idem p.p. 77/78:

Padre Aristides desfechou, impiedosamente, a clava das perseguições contra os seus adversários. Respirava-se, no rincão sertanejo, uma atmosfera de terror. Impressionado com a ideia de que os Leites (sic) tomariam vinganças pessoais, tomava medidas absurdas, mandando cercar casas e propriedades dos adversários, chamando-os, quase todos os dias, à delegacia, exigindo declarações de fatos que nunca se deram. Um verdadeiro pandemônio. As autoridades, por intermédio dele nomeadas, nos Distritos, eram, geralmente, indivíduos de má catadura com ordens terminantes de não tolerarem uma só palavra contra ele e seus amigos. Bastava uma história mal contada, uma pequena censura à suas ordens, o pobre diabo teria que curtir cadeia pelo tempo que ele quisesse. (...) A polícia, o fisco, a justiça, tudo em suas mãos.

Em 1916, o padre Aristides foi eleito deputado estadual. Na tribuna da Assembleia Legislativa encontrou mais um foro para atacar seus adversários. Ali, proferia discursos violentos e desabonadores sobre a conduta dos “Leite”. Atacava-os política e pessoalmente. De verve fácil, o padre não media palavras incluindo em suas falas termos chulos e palavras chãs. Seus embates não se restringiam apenas aos adversários diretos, mas, também, aos que os defendiam. Usando linguagem popular, alcançava o povo e recebia aplausos das galerias daquela Casa Legislativa. Em que pese ser correligionário do também deputado, o coronel José Pereira, de Princesa, este não lhe devotava muito apreço.

Em 1918, quando o deputado de Princesa apresentou uma propositura autorizando o desmembramento do Distrito de Água Branca, que pertencia a Piancó, para passar a fazer parte da Vila de Princêza, com argumentos plausíveis, o padre Aristides virou uma fera em defesa da continuidade daquela posse que remontava a 1831. Segundo o padre Manuel Otaviano, foi “uma luta renhida, cujos debates chegaram a morder a honra pessoal dos litigantes”. Após vários discursos em que, ambos os contendores, apresentaram suas razões, a maioria dos deputados, recomendados pelo chefe supremo, Epitácio Pessoa – a despeito de sua forte amizade com o coronel Zé Pereira, a quem devotava “assombroso” prestígio - apoiaram o padre e votaram contrários à propositura do deputado princesense. Perfilaram-se ao lado do padre e, Água Branca, continuou pertencendo a Piancó, somente vindo a fazer parte do município de Princesa 20 anos depois, em 30 de março de 1938.

Padre Aristides, que foi vigário de Piancó de 1902 a 1913, despois de rompido com o chefe político, Felizardo Leite, exerceu quase três mandatos de deputado estadual (1916/1920/1924), tendo sido interrompido, o último, por sua trágica morte. Sua lide política à frente do já transformado em município, Piancó, foi bruscamente interrompida quando da fatalidade de seu assassinato. Malgrado manter violenta contenda com seus adversários locais, a morte do sacerdote suspenso de ordens não teve, diretamente, nada a ver com sua briga política. Tudo ocorreu em 9 de fevereiro de 1926, por ocasião da passagem da Coluna Prestes – Movimento Revolucionário, comandado por tenentes desertados do Exército Brasileiro, sob o comando de Luís Carlos Prestes, João Alberto e Cordeiro de Farias, que marcharam por todo o país em pregação contrária ao governo de Arthur Bernardes, em busca de uma mudança política no Brasil -, pela cidade de Piancó.

Era o dia 8 de fevereiro de 1926. Ao receber a notícia de que os Revoltosos se aproximavam de Piancó e que, egressos do Ceará e Rio Grande do Norte, onde encontraram forte resistência, estavam acabrunhados, cansados e desmuniciados, portanto vulneráveis a uma reação, o padre Aristides organizou alguns homens em armas para defender seu rincão. Segundo o historiador paraibano, José Octávio de Arruda Mello, tanto o deputado Felizardo Leite quanto o presidente da Paraíba, João Suassuna, conspiraram para que o padre Aristides organizasse essa resistência à Coluna Prestes, isso, com o interesse de livrarem-se do pertinaz adversário e incômodo correligionário. Em que pese ser, Felizardo Leite, adversário político do padre, ambos, o deputado e o sacerdote, eram correligionários do presidente do estado da Paraíba.

No dia seguinte, uma terça-feira (9) ao adentrar às portas da cidade, um pequeno grupo de um dos destacamentos da Coluna Prestes, chefiado por Cordeiro de Farias, foi recebido a bala pelos resistentes sertanejos. Houve baixas de ambas as partes. Desavisado e sem avisar ao padre Aristides - que resistia, junto com cerca de vinte e cinco homens, em sua residência -, o chefe da Mesa de Rendas, Manoel Cândido, durante o tiroteio, apavorado em sua casa, saiu portando uma “bandeira branca”, o que fez os revoltosos acreditarem ser aquilo um pedido de paz pelos resistentes e partiram, de peito aberto, em direção à casa do padre Aristides. Ao se aproximarem, os prestistas, foram recebidos à bala quando tombaram mortos alguns oficiais e vários soldados. Recompostos, os revoltosos, revidaram ao ataque surpresa e sustentaram o tiroteio até se exaurir a capacidade de resistência dos homens do padre Aristides. Sem munição e cercado pelos da Coluna Prestes, não restou, ao ex-vigário de Piancó, senão entregar-se à desventura que o esperava.

Os homens de Prestes, indignados com a atitude enganadora do falso pedido de paz, adentraram à casa do padre como feras indomáveis. Arrastaram Aristides e seus companheiros para um barreiro existente atrás da casa do sacerdote, que já acumulava águas das primeiras chuvas daquele ano e, ali, os trucidaram a todos. Antes de morrer, Aristides fez um último pedido aos seus algozes: “Eu sou um padre da Igreja Católica e sei que vou morrer, mas, peço-lhes me deem um instante para fazer uma oração e pedir perdão dos meus pecados! Em resposta a esse apelo dramático, um dos revoltosos ordenou: “Que tempo que nada! Degola esse assassino!” Desamparado até de Deus, o padre Aristides teve suas carótidas seccionadas e recebeu uma punhalada na clavícula esquerda, o que foi mais do que o bastante para tirar sua vida.

Há quem diga que, além dessa cruel execução, castraram o padre e enfiaram seus testículos em sua boca. Esse quadro dantesco foi deixado para os moradores da cidade - os que não haviam fugido -, providenciarem o sepultamento dos mortos na manhã do dia seguinte. Degolado, o padre Aristides foi enterrado em cova rasa e somente muitos anos depois recebeu o reconhecimento de mártir em defesa da legalidade, merecendo um túmulo decente e o louvor da posteridade. Junto com o sacerdote, foram executados mais de vinte companheiros seus. Em Piancó, existe uma estátua do padre, defronte ao bicentenário templo católico (1814) onde aquele desditoso sacerdote exerceu seu ministério sacerdotal. É esta a sucinta história de um homem maior no seu tempo e que, no exercício de coragem extrema, não se intimidou nem sucumbiu às adversidades inerentes à opção de vida que tomou. Morreu de pé sem arredar-se das coisas em que acreditava. O incrível padre Aristides.



 

 

 

 

 

 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

SABÁTICAS

. Nos EUA, a milícia de Donald Trump – o ICE – tanto mata pessoas quanto prende criancinhas pelo simples fato de serem filhas de imigrantes. A humanidade já assistiu esse filme há 80 anos atrás. Direita, volver!

. Não bastasse a perseguição indiscriminada a imigrantes, o racismo é também uma prática do governo Trump. Ontem (6), nas redes sociais do presidente americano apareceu uma postagem retratando o ex-presidente Barack Obama e sua esposa como macacos.

. Folgo em não ter vontade sequer de conhecer aquele país, e desconfio que essa caminhada está influenciando a humanidade num encaminhamento para mais uma catástrofe.

. Já no Brasil, tá tudo torto. O mesmo Supremo Tribunal Federal – STF, que julgou e condenou os golpistas de direita, está agora, às voltas, com ministros envolvidos no escândalo de corrupção financeira do Banco Master. Quando não é queda, é coice.

. Além dos escândalos, a maioria dos ministros do STF não aceita a iniciativa do presidente daquela Corte, Édson Fachin, em criar um código de ética. Os que mais resistem são justamente aqueles que viajam em jatinhos de empresários corruptos e os que têm esposa ganhando fortuna no mesmo esquema.

. Voltando para Princesa. Despois do passeio londrino, nada foi dito à população sobre o aproveitamento técnico daquela viagem. Em vez disso, mais sinais exteriores de riqueza: o ex-alcaide já mudou de mula. Agora, anda montado numa nave branca novinha em folha.

. Enquanto isso, o TCE/PB denuncia que, somente em 2025, foram dispendidos R$ 8 milhões com o pagamento de terceirizados da Saúde e da Educação em Princesa. Mesmo assim, servidores reclamam de salários atrasados.

. Já na UPA de Princesa, uma situação esquisita: enquanto nas outras Unidades de Pronto Atendimento do Estado os servidores têm direito ao Vale Refeição, aqui isso foi suspenso.

. Enquanto isso, pessoas que foram aprovadas no último concurso da prefeitura de Princesa reclamam sobre a modificação do Edital de Convocação que, antes, exigia 4 exames laboratoriais e, agora, exige 47 exames para os que querem tomar posse.

. Será porque, recentemente, foi aberto mais um Laboratório de Análises Clínicas m Princesa? Deve ser um problema de demanda reprimida.

. Em entrevista a uma rádio da capital, o prefeito de direito de Princesa informou que o grupo político do qual faz parte votará sim, em Hervazio Bezerra para deputado estadual. Em face disso, um gaiato comentou: “Para atravessar o Rubicão faz-se necessária uma ponte”.

. O empresário Rinaldo Medeiros criticou o aumento de impostos na prefeitura de Princesa; o alinhamento dos políticos princesenses, segundo ele, com o que há de pior na política nacional; e a falta de fiscalização dos vereadores quanto às ações governamentais.

. Alguns vereadores da base política de Nascimento não gostaram e emitiram Nota de Protesto. O empresário revidou dizendo que vereador existe para fiscalizar e legislar. Um dos vereadores respondeu (nas redes sociais): “Eu gosto muito de você, Rinaldo”. Pino batido.

. Na próxima quinta-feira (12), sairá, da Praça da Saúde, o tradicional bloco carnavalesco: “O Cariri da Princesa” (que será reforçado pelo bloco “Bira & Love”) e, na Quarta-feira de Cinzas (18), sairá, da Praça Zé Nominando, o bloco: “Traíra na Vara”.

. Os abraços de hoje vão para: Zé de Floro e Hilda, Zuza de Zé do Mato, Pedro de dona Licinha, Rialtoan Araújo, Hilda de Mané Braz, Mônica Barros, Zé Neto, Dercí e Lúcia, Marcelo Frazão, Pedrinho e Edna, Cleonice de Rosendo, Dedé dos Correios, Valdecí de Lagoa da Cruz, Marcelo Mandú, Sara Ferraz, Paulinho da Igreja, Mano da Farmácia, Marinho de Milton, Roberto de Neves, Lúcia e Luquinha, Alexandre Maia, Deolindo Filho, Marquinhos de Veri, Márcio Caboclo, Quiterinha de Telô, doutor Adilson Batista, Raimundo Gato, Lourdinha Bode, Giovanni Nominando e padre Bidé.