ODE

terça-feira, 30 de julho de 2019

MEUS NETOS





     Já disseram que netos são filhos duas vezes. É verdade e eu, tenho dois: Augusto César, que é filho de Vitória com Renato e tem 09 anos de idade; e Victor Sávio, que nasceu de Bernardo com Daélia e tem 07 anos de vida. Para mim, os dois fazem a alegria da nossa casa quando lá estão. É gratificante ver a nossa raça se multiplicar numa extensão genética e o nosso sobrenome seguir em frente. Eu costumo dizer que neto é melhor do que filho porque os netos - como os rádios - têm dial (botão), pois, quando estão a nos causar alegria e divertimento, interagimos com eles. Porém, quando começam a dar trabalho, desligamos o botão e os entregamos aos seus pais. Por tê-los, sou muito feliz, por que: com botão ou sem botão, neto é neto.

O PRESIDENTE BOLSONARO NÃO FOGE À REGRA




     Ontem, ao tomar conhecimento de que o presidente da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, proibiu que o sigilo telefônico do advogado de Adélio Bispo - o hoje considerado maluco pela Justiça -, aquele que desferiu uma “peixeirada” no então candidato Jair Bolsonaro; o presidente da República, acintosamente, recriminou o presidente da OAB, insinuando que o mesmo não tinha poderes para isso; que estava errado quanto à proibição e, para completar - em premente desrespeito à memória do pai de Felipe Santa Cruz, o ativista político Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, que foi, comprovadamente, assassinado por agentes do Estado, em 1974 (durante o período do Golpe Militar – 1964/1985) -, afirmou em sua diarreica dislexia verbal – debochadamente -, que sabia como foi morto o pai do presidente da OAB, afirmando depois que, quem matou Fernando Santa Cruz foram seus próprios companheiros do grupo guerrilheiro AP – Ação Popular. Diante disso, tanto a OAB quanto seu presidente apresentaram notas de repúdio ao comportamento presidencial, não condizente com o devido respeito aos mortos, considerando-o frívolo, falto de empatia e mentiroso, pois, segundo a Comissão Nacional da Verdade, Fernando Santa Cruz foi morto pelo Estado Brasileiro, provavelmente, em 23 de fevereiro de 1974. Esse presidente envergonha a Nação quando, a cada dia, demonstra seu total despreparo para o exercício do cargo de  magistrado maior do Brasil.

PERFIS DE PRINCESENSES ILUSTRES





RICHOMER GÓES DE CAMPOS BARROS nasceu em Triunfo/PE, em 14 de fevereiro de 1895 e era o filho mais velho de João do Nascimento Lopes Barros e de dona Maria Fernandina Góes de Campos Barros. Casou-se com dona Noemi Florêncio Barros, com quem teve os filhos: João; Artemis; Ada; Oscar; Paulo e Aída. Em que pese haver nascido na cidade pernambucana de Triunfo, Richomer Barros é considerado um princesense, pois, foi aqui que constituiu família e desenvolveu a maioria de suas atividades enquanto não estava viajando pelo resto do País, sem falar que teve efetiva e atuante participação nos eventos referentes à “Guerra de Princesa”, em 1930. Desprovido de instrução superior, porém, dono de inteligência fantástica, Richomer era considerado um intelectual de grande monta por desenvolver várias atividades a exemplo da poesia; da música; da composição; da botânica, de escritor e de jornalista. Sobre seu pai, escreveu Ada Florêncio Barros da Nóbrega, em seu livro: “Feliciano Rodrigues Florêncio – O moço, o major, o velho” – Ideia – 2013 – João Pessoa/PB – pp. 160:
“(...) O esposo de Noemi, Richomer Góes de Campos Barros, era funcionário federal do Ministério da Agricultura. Muito bem apessoado, muito vaidoso, só vestia branco e só calçava sapatos-chocolate, Era possuidor de notável força física (halterofilista), nadador exímio, músico amador, compositor, botânico e também poeta, escritor e jornalista. Como tal, colaborou nos jornais “Diário de Pernambuco”, “Correio de São Paulo”, “A União” e na revista “Pará Agrícola”. São de sua autoria a “Monografia de Princesa” e “O Caroá em Pernambuco e sua ocorrência nos demais Estados do Nordeste”, publicada em 1941 pela Imprensa Nacional do Rio de Janeiro, e “Pródomos dos acontecimentos de Princesa – 1930”. Foi também revisor do jornal “Folha do Povo” do Recife.”.

“ADVOGADO”, TELEGRAFISTA E ESTRATEGISTA
      
Além das atividades intelectuais, Barros, exercia também a de rábula (advogado dativo e leigo, indicado pelo juiz para defender aqueles que não podiam pagar um defensor). Antes e durante a “Guerra de Princesa” funcionou como telegrafista dos “Correios e Telégrafos” de Princesa e por isso, segundo o historiador José Octávio de Arruda Mello, foi tachado pelo Jornal “A União” (04/06/1930), como: “telegrafista das hordas inimigas” e considerado, pelo mesmo escritor, como: ”Conselheiro e redator de José Pereira”. Pelos seus dotes intelectuais, o historiador princesense, Paulo Mariano escreveu em seu livro “Princesa – Antes de Depois de 30” – Ideia – 2015 – João Pessoa/PB pp. 191, sobre Richomer:
“Richomer Barros, o mais refinado intelectual de Princesa; homem de sólida cultura (...).”. 
     Segundo seu filho mais velho, João Florêncio de Campos Barros, Richomer, curioso que era e vocacionado para o entendimento de assuntos do momento, durante a II Guerra Mundial, quando estava em Princesa, já no final de sua vida, acompanhava - num grande mapa estendido numa das paredes do sobrado onde morava -, todas as movimentações das tropas dos exércitos “Aliados” e do “Eixo”, em luta nos campos da Europa, e discorria sobre os assuntos do grande Conflito Mundial demonstrando grande conhecimento de causa, tal qual um estrategista bélico.

PERSEGUIÇÃO E MORTE
    
 Logo após o assassinato do presidente João Pessoa FINDOU-SE A “Guerra de Princesa” e, com a eclosão da Revolução de 30, como quase todos os correligionários do coronel José Pereira, sofreu, Richomer, perseguições por parte dos novos donos do poder. Em certa ocasião, foi preso pela polícia paraibana pelo fato de estar portando à cinta, uma arma de fogo (costume normalmente cultuado à época). Livrou-se desse processo quando conseguiu um habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba em 1932. O nosso biografado não teve vida muito tranquila, uma vez que a viveu quase toda fora de Princesa, percorrendo as várias regiões do Brasil em busca de conhecimento e afazeres que satisfizessem sua desmedida curiosidade intelectual. Viveu em São Paulo, em Belém do Pará, em Belo Horizonte, em Salvador, no Recife, em João Pessoa e também, no Rio de Janeiro, então Capital Federal. Em fins de 1943, retornou definitivamente a Princesa, vindo a falecer, precocemente, aos 50 anos de idade, em 1945. Por tudo que representou para Princesa, está Richomer Góes de Campos Barros a merecer um lugar de destaque na galeria dos princesenses ilustres por ter contribuído para a construção da nossa história.


(ESCRITO POR DOMINGOS SÁVIO MAXIMIANO ROBERTO, EM 30 DE JULHO DE 2019).

segunda-feira, 29 de julho de 2019

REUNIÃO DE AMIGOS




     No último sábado, após o programa radiofônico “PRINCESA EM FOCO”, reuni-me com alguns amigos do peito no Bar de “Zé Hélio”, ocasião em que confraternizamos com muita alegria. Presentes estavam de acordo com a foto acima, da esquerda para a direita: Vanja; Antônio Ferreira; Danilo; Gustavo; doutor Tião; Eu; Maísa; Chota e Toninho. É por demais salutar a convivência com as pessoas de quem gostamos.

RESGATE HISTÓRICO




O AÇUDE “IBIAPINA” é um dos mais antigos mananciais de Princesa. Foi construído em meados do Século XIX, por iniciativa do coronel Manoel Florentino com o intuito de abastecer a então Vila de Princesa. No inverno de 1878 em face de grande “cheia” do riacho que o abastece, quase se rompia sua parede. De acordo com informações orais dos mais velhos, o socorro adveio por iniciativa do padre José Antônio de Maria Ibiapina , que por aqui passava em suas constantes missões. Conta-se que, o padre Ibiapina, auxiliado pelos moradores da Vila de Princesa - numa noite tenebrosa de muita chuva, relâmpagos e trovões – promoveu orações e o acendimento de várias velas em “catembas” de coco, o que, segundo aquelas informações, evitou o arrombamento do açude. Já nos anos 1960/70, o “Ibiapina”, também chamado de “Pichilinga”, serviu de divertimento para os jovens quando, aos domingos, para ali iam tomar banho em sua praia. Além dessa serventia, era também naquele açude que as mulheres lavavam roupas em sua ilha formada por algumas grandes pedras. Mais recentemente, alguns jovens que brincavam em seu entorno, encontraram em suas margens, vários cartuchos de balas de fuzil com data de 1912 e 1918 o que prova haverem sido, aquelas munições, usadas na “Guerra de Princesa” em 1930. Hoje, o Açude Ibiapina está morto em face do recebimento da maioria dos esgotos da cidade, se constituindo em mais um patrimônio histórico que, em não podendo ser destruído, foi abandonado à própria sorte.

(ESCRITO POR DOMINGOS SÁVIOMAXIMIANO ROBERTO, EM 29 DE JULHO DE 2019).