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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Realidades diferentes

 

Ontem (5), deparei-me, nas redes sociais, com duas postagens sobre o mesmo tema, mas, completamente distintas entre si. A primeira, um texto bem escrito pelo ex-candidato a vereador, Carlos Domingos de Andrade (MDB), mais conhecido por "Cabo Domingos", dizendo sobre sua decepção quanto aos critérios que a maioría dos eleitores adotam para escolher seus representantes à Câmara Municipal. Segundo o primeiro suplente da coligação liderada por Rúbia Matuto, a quantidade de eleitores que vota com o compromisso da seriedade é insuficiente para eleger candidatos que verdadeiramente representem os anseios populares.

Em outra postagem, essa de vídeo, o vereador reeleito, Romério Brás (PSB), da coligação encabeçada pelo prefeito-eleito, Garrancho (PSB), quando entrevistado pelo Blog "Mariajoão", perguntado a que atribuía o fato de haver sido eleito e reeleito em dois pleitos consecutivos como o parlamentar mirim mais votado e com mais de 1000 sufrágios, o Brás respondeu: "Para mim, o diferencial é o nosso trabalho, nossa humildade, nosso foco..." Em sua fala, o vereador afirmou também estar cotado para ser eleito presidente da Câmara Municipal e, numa resposta evasiva, afirmou que continuará seu trabalho em todas as áreas da administração.

Analisando esses dois pronunciamentos, averiguamos duas realidades distintas. Quanto ao Cabo Domingos, candidato que submeteu-se às urnas sem a prática do dispêndio de recursos financeiros e, mesmo assim obteve 316 votos, embora insuficientes para sua eleição, foram votos verdadeiramente comprometidos com a fiscalização e a feitura de proposituras em prol da população. Já a expressiva votação do vereador Romério Brás, se atribui apenas à força do poder financeiro. Isso salta aos olhos quando sabemos que, ao longo do primeiro mandato deste último, nenhuma propositura de relevância foi apresentada, tampouco pronunciamento de importância foi feito.

Na prática, o que realmente conta para fazer eleito um vereador em Princesa, é mesmo a distribuição de beneficios sejam eles em dinheiro ou através do uso da máquina pública para beneficiar correligionários ou aqueles eleitores que usam seus votos como moeda de troca. Na realidade, a votação do Cabo Domingos é mesmo muito superior, em qualidade, à de muitos dos que se elegeram. A hipocrisia deslavada atinge sua culminância quando, vereadores que se elegem sob o benefício da compra de votos atribuem seu sucesso nas umas ao "trabalho proficuo" que desenvolvem em prol da população. Enquanto assim for, a representatividade estará prejudicada em benefício da prosperidade de poucos. São realidades diferentes.



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