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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O vai-e-vem do "Dono do Mundo"

 

Em movimentos que se sucedem em avanços e recuos, o presidente dos Estado Unidos da América, Donald John Trump, investido do maior poder econômico e bélico da face da Terra, e imbuído da vontade de mostrar isso de qualquer forma e sem medir as consequências, põe o mundo todo numa expectativa de pavor quanto ao que pode acontecer se seus caprichos se tornarem realidade. Como se fora o dono do mundo, a cada dia uma novidade. Quando menos se espera, Trump inventa uma intervenção, um tarifaço, uma invasão, ou seja lá o que for, pondo o mundo em constante ebulição.

No começo, logo após sua posse nesse segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, atacou logo os imigrantes nos EUA, o que hoje se constitui uma verdadeira guerra contra aqueles que se mudaram para lá e não têm ainda reconhecida sua estadia legal. Para tanto, existe uma polícia especial que prende, tortura e mata imigrantes, em sua maioria latino-americanos. Na sequência, descredenciou todos os serviços sociais patrocinados pelos Estados Unidos; cortou verbas das Universidades e parou de investir nos programas de preservação climática.

Não bastasse isso, passou a ameaçar a soberania dos países que considera não estarem seguindo sua cartilha ideológica, ou que detêm riquezas que interessam à sua avidez de poder econômico. Além do sequestro e prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump investe agora na intenção de anexar a Groenlândia e, na esteira disso, fala também no fim do regime cubano; em invadir a Colômbia; anexar o Panamá e o Canadá e fazer protetorado todos os países que detiverem algo que seja do seu interesse megalomaníaco, tudo isso à revelia dos interesses estratégicos dos demais países aliados da nação americana.

Nesta semana, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, ante a expectativa de que o presidente americano anunciaria o ataque de invasão da Groenlândia, Trump recuou e disse que está negociando com a OTAN e que vai dar tudo certo. O problema é que, com Donald Trump, não há previsão de nada. Quanto a ele, tudo se torna uma incógnita porque, do jeito que vai para adiante, recua, sem nenhuma explicação: é a vontade dele quem impera. Tudo isso põe o mundo numa expectativa terrível. Na verdade, Donald Trump é uma bomba chiando. Por muito menos do que isso que ele vem fazendo, cinco presidentes americanos já pagaram com a vida. A não ser que o galego tenha o corpo fechado.



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