Quando lançado pelo pai, o nome de Flávio Bolsonaro serviu de deboche para as lideranças de direita. Tanto no meio político quanto na seara dos evangélicos, ninguém acreditava que o pimpolho do Jair decolasse nas pesquisas. Todos apostavam que seria um voo de galinha. Até a turma do PT regozijou-se com o anúncio. Isso foi em dezembro do ano passado (2025). Para surpresa de todos, Flávio Bolsonaro, nas primeiras pesquisas, já apareceu na cupira de Lula e bem pertinho.
A dor de cabeça dos governistas aumentou quando, em abril deste ano, o filho do ex-presidente ultrapassou Lula em todas as pesquisas de intenção de votos. A luz vermelha acendeu. No entanto, mesmo antes de o PT acionar estratégias de defesa para recuperação, vieram os áudios em que Flávio pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro e, já nas pesquisas seguintes, o filho do "mito" começou a despencar. Na esteira disso, veio a briga com a madrasta e, de lá para cá começou a queda livre quando Lula já ultrapassa seu principal adversário em quase 10 pontos percentuais.
Mesmo confirmado seu nome na convenção do PL, Flávio Bolsonaro se vê aperreado para encontrar um nome para compor a chapa como vice-presidente. Com o intuito de agradar às mulheres, optou pela senadora Tereza Cristina (PP-MS) que "aceitou" o convite por que sabia que seu partido não aprovaria. Convidada na manhã de ontem (31), desistiu à tarde. Igual carne de porco em hospital, ninguém aceita Flávio. Sem perspectiva de vitória, a turma da direita prefere ficar neutra e, o filho de Bolsonaro, na iminência da expiração do prazo, vê-se ainda em busca de um vice.


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