Criado em 24 de fevereiro de 1891, o Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte de Justiça do Brasil, sucedâneo do Supremo Tribunal de Justiça criado ainda no Império em 1828, atravessa hoje a mais aguda crise de sua história. Com praticamente a metade de seus ministros envolvidos em denúncias de corrupção, o STF vê-se exposto ao julgamento popular em que já vem sendo reprovado quando 56% da população brasileira - conforme pesquisa recente - afirma que não confia no Poder Judiciário.
Hoje, 15 de setembro de 2026, acontecerá uma sessão plenária no STF em que os ministros que compõem aquele Tribunal deverão decidir se um se seus pares, o ministro Alexandre de Moraes, acusado de haver trocado 52 mensagens com o ex-banqueiro meliante, Daniel Vorcaro, mensagens estas que dão conta de conivência do ministro com as falcatruas do banqueiro que promoveu o maior escândalo financeiro da história. Moraes é questionado também sobre contrato do escritório de advocacia de sua esposa com o Banco Master.
Nesse diapasão, a Suprema Corte terá a chance de se reabilitar perante a sociedade brasileira ou, por outra, de afundar de vez se não corresponder às expectativas dos que esperam transparência e coragem no sentido de cortar na carne, extirpar o que é podre para preservar o que ainda resta de excelência num segmento de poder que já foi um dia referência de qualidade e respeito. Caso permaneça o usual corporativismo e joguem tudo para debaixo do tapete aqueles que, recentemente, preservaram a democracia, estarão, deliberada e descaradamente, a feri-la de morte.


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