ODE

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Em mais um teste para a direita mundial, hoje os Estados Unidos da América vão às urnas

Numa disputa que já se faz por demais acirrada entre as ideologias de esquerda e de direita, o teste hoje acontecerá na nação mais rica e poderosa do mundo. A eleição que acontece hoje nos EUA não será para a escolha do presidente da República, mas sim para a renovação de parte do Congresso Nacional. Haverá a renovação da Câmara dos deputados; de um terço do Senado e a eleição de governadores em 35 Estados. O teste para o presidente Donald Trump será definitivo para a viabilidade de seus dois últimos anos de mandato e para as eleições presidenciais de 2028.

De acordo com todas as pesquisas divulgadas até ontem (2), o Partido Democrata, que é adversário do presidente, pontua na frente em vários Estados hoje dominados pelo Partido Republicano. Caso se confirme essa tendência, Trump poderá amargar uma derrota nas urnas e poderá perder a maioria nas duas Casas Legislativas: Câmara dos Representantes e Senado Federal. Com apenas 31% de aprovação popular, o presidente Donald Trump, prevendo essa derrota, já alega fraude nas eleições que sequer aconteceram ainda e já se prepara para questionar o resultado.

Na verdade, essa é uma praxe da direita mundial. Quem não lembra do 6 de janeiro de 2021 nos EUA e do 8 de janeiro de 2023 aqui no Brasil? A direita, quando sai derrotada das urnas sempre alega fraude. No entanto, quando ganha as eleições não questiona nada. Para os praticantes dessa ideologia conservadora o jogo só vale quando a balança pende para o lado deles. Em 2016, mesmo com menos votos do que sua concorrente, Hilary Clinton, Trump venceu e não questionou o pleito. Aqui o Brasil, no primeiro turno das últimas eleições o bolsonarismo saiu vitorioso e elogiou as urnas eletrônicas, porém quando derrotado no segundo turno, alegou fraude. Na verdade, o que se denota dessa experiência conservadora é que o povo se desilude com ela em pouquíssimo espaço de tempo.



Em face das dificuldades o prefeito Garrancho ensaia um freio de arrumação

Tudo faz crer que o prefeito de direito, Ednaldo Melo, vulgo Garrancho, até que enfim, vai chamar o feito à ordem e tomar conta da administração. Notícias me chegam de que o alcaide princesense vai tomar providências drásticas nessa segunda metade de seu mandato. Pelo que me informaram, haverá demissão de funcionários, contenção nos gastos e, pasmem! Entregará o Hospital Regional à administração do Estado. Segundo uma fonte, as despesas com aquele Hospital são da monta de mais de 1 milhão de reais/mês sem que o serviço prestado seja de qualidade. Parece que Garrancho não se dobrará mais aos caprichos do chefe.

Ademais, segundo essa fonte, Garrancho decidiu ser o protagonista do mandato que o povo lhe deu nas urnas. Pelo visto, a passividade do prefeito de direito acabou e, o até agora prefeito de fato, deverá assumir sua condição de ex. Já não era sem tempo, uma vez que é notória a condição de coadjuvante de Garrancho em relação ao seu antecessor. Pelo que me disseram, o Garrancho desabafou dizendo estar sufocado, tanto com as dificuldades financeiras da administração quanto com a interveniência de Nascimento nas coisas que deveriam ser da sua competência. Se tudo isso for verdade, a posse de Garrancho, mesmo tardia, será de bom alvitre para o povo que o elegeu.



segunda-feira, 2 de novembro de 2026

OS CEMITÉRIOS DE PRINCESA

 

Hoje, Dia de Finados, resolvi escrever sobre a história dos Cemitérios de Princesa. Desde o início da organização populacional, o Arraial, depois, Povoado, Vila e Cidade de Princesa tiveram seu lugar para enterrar os que partiram. A primeira "Vivenda dos Mortos", se localizava onde hoje é a Rua Coronel Marcolino ("Rua Grande"), mais exatamente onde está edificado o prédio que abriga a loja da "K Móveis". Em fins do Século XIX, motivado pelo desenvolvimento da então Vila e por interveniência do Coronel Marcolino Pereira Lima, o Cemitério foi transferido para o local onde hoje é a Avenida Presidente João Suassuna (Cruzeiro), nas imediações da antiga bodega de "Mestre".

A epidemia de Febre Amarela que assolou Princesa na virada do Século XIX para o XX, e que ceifou as vidas de um quarto da população local, tornou inviável o novo cemitério naquele local o que obrigou, já no início do Século XX, ao coronel José Pereira Lima providenciar a aquisição de um terreno apropriado para a construção de um novo local para o sepultamento dos mortos. Comprou um terreno ao major José Frazão de Medeiros Lima e transferiu a Cidade dos Mortos para um novo local. Foi instalado, o Cemitério, no local onde se encontra atualmente, no final da Rua da Saudade.

O chamado "Campo Santo" foi ampliado em 1978 na administração do prefeito Sebastião Feliciano dos Santos (Batinho), porém, hoje, já se encontra totalmente completo de catacumbas e túmulos (alguns desconhecidos) necessitando de ampliação ou da criação de uma nova Necrópole para o descanso dos que hão de ir, inclusive eu. Fui prefeito de Princesa, porém, não consegui recursos para a construção de um novo local para os defuntos. De qualquer forma, tive sorte, uma vez que, depois de Odorico Paraguaçu (O Bem Amado), grassa a lenda de que, o prefeito que construir um novo cemitério, terá a honra de inaugurá-lo. Escapei!



Após vitória histórica, Lula se transforma em símbolo mundial

Primeiro foi a presidente do México, Claudia Sheinbaum, quando reconheceu a vitória de Lula e comemorou, publicamente, fazendo o "L". Esse gesto viralizou mundo afora quando manifestações em vários países da Europa e até da Ásia adotaram esse símbolo como significado de resistência. Países como França, Argentina, Alemanha, Filipinas e outros já usam o "L" como símbolo de suas reivindicações. Num tempo em que a direita se propaga pelo mundo, a reeleição de Lula se fez um marco da resistência protagonizado pelo Brasil, uma das maiores democracias do mundo.

Na verdade, a chegada de Lula em segundo lugar no primeiro turno das eleições ocorridas no dia 4 de outubro último teve o condão de despertar a militância de esquerda que, estimulada pela competente ação do deputado André Janones, com o chamado "Exército de Lula", chamou o feito à ordem e virou o jogo. Não fora isso, o pleito que teve a campanha mais insossa da história, teria deixado tudo passar em brancas nuvens e o Brasil, certamente, teria caído nas mãos de um grupo familiar incompetente, preconceituoso e mentiroso. Isso justifica o velho ditado que diz: "Há males que vêm pro bem".

Agora, Lula que já era considerado uma figura emblemática da política mundial, se transformou em símbolo de resistência. Ontem, por ocasião do Grande Prêmio de Fórmula 1, ocorrido no México, pessoas do mundo todo, nas arquibancadas desse evento chique, cantavam: "Olê, Olê, Olê, Olá, Lula, Lula..." E faziam o "L" que se transformou agora num gesto de domínio público internacional. O que era vontade da direita, comandada por Donald Trump, em transformar o Brasil em mais um país comandado pelos conservadores, não aconteceu e o Brasil é visto hoje como um bastião do progressismo, sem falar que tudo isso poderá influenciar as eleições que acontecerão amanhã (3) nos EUA. O povo brasileiro resistiu pelo bem da democracia.